Foto: Transformador que explodiu durante a tempestade solar ocorrida em 1989, em Québec, no Canadá.Crédito: Hydro Québec.
Apesar do recente apagão do Nordeste ter como provável causa o acionamento do sistema de proteção em uma subestação no município de Jatobá, em Pernambuco, as causas que levaram ao apagão podem ter sido provocadas por um repentino pulso eletromagnético ocorrido às 23h36 (Hora do Nordeste), provocado por uma tempestade solar.
Em boletim recebido do SWPC, Centro de Previsão de Tempo Espacial dos EUA, às 02h36 UTC (23h36 no Nordeste e 00h36 em Brasília), magnetômetros instalados em Boulder, no Colorado, registraram um repentino pulso eletromagnético de 8 nanoTeslas(Tesla é a unidade de medição de campos magnéticos).
Exatamente nesse mesmo instante, quase toda a região Nordeste ficou às escuras. Segundo relatos feitos no site Painel Global, diversos carros e luzes também apresentaram funcionamento errático e intermitente, além de muita interferência nas estações de rádio.
O pulso eletromagnético detectado nos EUA teve origem após uma explosão solar ocorrida no dia 31 de Janeiro, quando uma grande quantidade de massa coronal foi ejetada da estrela. A maior parte dessas partículas seguiu em direção ao espaço, enquanto uma pequena parcela atingiu o campo magnético terrestre e pode ter provocado auroras nas latitudes médias e altas.
Ainda é muito cedo para se afirmar com certeza se de fato o pulso eletromagnético foi o responsável por fazer "cair" o sistema elétrico em diversos Estados, mas os relatos de interferências em estações de rádio associados ao exato momento que o pulso foi detectado contribuem para essa possibilidade.
Atualização: 11h00 É importante destacar que o desvio apontado nos magnetômetros de Boulder às 23h36 não são capazes de avaliar a intensidade do campo eletromagnético induzido nas redes de energia elétrica. Eles apenas indicam um desvio anômalo no campo magnético da estação e que este foi provocado por um pulso eletromagnético repentino provocado por uma explosão solar.
Atualização: 12h51 Para fins de comparação, o pulso eletromagnético registrado teve intensidade de 8 nanoTeslas. A maior tempestade solar já registrada ocorreu em setembro de 1857 e teve a intensidade estimada em 110 nanoTeslas. Essa tempestade ficou conhecida como Evento Carrington.
No dia 18 de março de 1967, a cidade localizada no Litoral Norte foi arrasada por um deslizamento da Serra do Mar. Número de mortos pode ter passado de 500.
Caraguatatuba: após catástrofe, governo estadual criou a Defesa Civil.
" Onde está Caraguá? – perguntei a um grupo de bombeiros sobre um mar de lama.
- Aqui embaixo, sob seus pés – um deles respondeu.
Era sábado, tarde da noite, 18 de março de 1967. O repórter Hamilton de Almeida foi enviado a Caraguá pelo mar. E eu, por terra, as estradas da Serra do Mar sepultadas.
Manchete do Jornal da Tarde, talvez o primeiro a chegar à tragédia: AQUI JAZ UMA CIDADE."
O Diretor de Redação do Diário do Comércio, Moisés Rabinovici, que em 1967 trabalhava como repórter do JT, lembra as primeiras cenas daquela que era considerada, até anteontem, a maior tragédia da História do Brasil provocada por chuvas, em apenas um dia.
Após dois dias de chuvas constantes, a manhã daquele sábado ficaria marcada para sempre na história de Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo, quando uma avalanche de pedras, árvores e lama desceu da Serra do Mar e destruiu a cidade.
O episódio, conhecido na época como hecatombe, provocou muitas mortes. Segundo as autoridades, teriam passado de 500, embora nunca tenha sido contabilizado um número oficial.
A cidade ficou isolada e 3 mil dos 15 mil moradores perderam suas casas. Um balanço feito em 21 de março apontava que 30 mil árvores haviam descido as encostas e se espalhado pela cidade. O rio Santo Antonio, que corta a cidade, passou de 40 para 200 metros de largura. Para qualquer lado que se olhasse, a Serra do Mar apresentava deslizamentos como os que afetaram Angra dos Reis e Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, no ano passado.
Ofício – Mesmo que a enchente de 1967 tivesse levado as últimas construções históricas de Caraguatatuba, a documentação sobre chuvas na cidade é bastante farta. Um ofício do então presidente da província de São Paulo José Joaquim Fernandes Torres, datado de 21 de fevereiro de 1859, já alertava que "devido aos repetidos temporais de pesadas chuvas, que há mais de um mês desaba em todo o município, em especial um que houve no dia 20 de janeiro, por um pouco não arrasa Caraguatatuba."
O "por um pouco", citado no livro Santo Antonio de Caraguatatuba - Memória e Tradições de Um Povo, do historiador Jurandyr Ferraz de Campos, acabou acontecendo 108 anos depois e apenas 20 anos após a elevação da cidade a estância balneária, em 30 de novembro de 1947.
A tragédia foi tão impactante que o governo decidiu criar a Defesa Civil Estadual, uma resposta à falta de coordenação dos órgãos públicos para tratar de catástrofes como aquela, que também é lembrada como o dia em que a serra caiu. Diário do Comércio
Os deslizamentos em Caraguatatuba 1967
Enviado por: Aldo C. Santos em 19:22 às 07/01/2010
O verão 1966/67 foi bastante chuvoso em várias áreas do Sudeste. Caraguatatuba teve chuvas acima da média em todos os meses da estação (Dados do posto pluviométrico do Bairro Rio do Ouro, médias entre parênteses). Dezembro/1966: 440,7 mm (265), 29 dias de chuva - Janeiro/1967: 541,2 mm (280), 31 dias de chuva - Fevereiro: 268,6 mm (260) 28 dias de chuva - Março (Até dia 18. Sem dados o resto do mês): 415,7 mm (230), 18 dias de chuva. Como se pode ver, contando as precipitações fracas, choveu praticamente todos os dias. No dia 17/03 o posto em questão registrou 50,4 mm, sobre um solo já totalmente encharcado. Do dia 17 para o dia 18, mais 195,5 mm. No dia 18, um sábado, no início da tarde, segundo relatos da época, uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos desceu das encostas da Serra do Mar, pelo vale do Rio Santo Antônio (Que nasce na serra e deságua no mar, atravessando a cidade), arrastando tudo que havia pela frente, inclusive a ponte. A maior parte do trecho de serra da SP-99 (Rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos a Caraguatatuba) desapareceu serra baixo, junto com as encostas. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama e a cidade ficou com mais de 3.000 desabrigados (20% da população na época), pelo menos um ônibus lotado e alguns veículos, que trafegavam na estrada, desapareceram. Fala-se em 200 mortos mas nunca se soube o total exato; dezenas de desaparecidos jamais foram encontrados, possivelmente arrastados para o mar. A cidade ficou dias sem telefone e energia elétrica e meses sem acesso a São José dos Campos. O trecho de serra da rodovia SP-99 teve de ser totalmente reconstruído e hoje quase não há vestígios da estrada antiga. É o maior deslizamento de encostas que se tem notícia no Brasil. - Banco de Dados Pluviométricos do Estado de S. Paulo Climatempo
AGORA, MORTOS E LAMA Publicado na Folha de S.Paulo, terça-feira, 21 de março de 1967
(Neste texto foi mantida a grafia original )
Caraguatatuba está sob a lama, Sabado à tarde, depois de três dias de chuva, começou o deslizamento dos morros. Arvores foram arrancadas e arrastadas pela enxurrada, levando pessoas, animais e casas. Toda Caraguatatuba, desde a praia Martim de Sá - onde se sai para Ubatuba - até a Santa Casa, do outro lado da cidade, foi varrida. Oitenta corpos já foram recolhidos muitos deles ainda não identificados e por ora não se pode prever o numero de mortos: muitos lugares populosos não podem ser atingidos.
Por terra não se chega ao litoral Norte. Na estrada Paraibuna-Caraguatatuba a partir do Mirante, no quilometro 194, até o quilometro 199, trinta barreiras cairam, obstruindo a estrada. E no quilometro 202 a estrada desapareceu, levada pelas aguas, em quase dois mil metros. Aí, no sapé de um morro, isoladas de tudo e de todos, pessoas acenam desesperadamente para os helicopteros que passam ao longe.
Outra familia está ilhada num precipicio, na estrada. Caiu tudo ao redor e eles ficaram presos numa Kombi. Estão lá desde sabado, homens, mulheres e crianças. Hoje de manhã um helicoptero do Centro Tecnico de Aeronautica, de São José dos Campos, tentará a salvamento.
A primeira turma de salvamento chegou a Caraguatatuba no domingo de manhã. O transporte foi feito em rebocador, de Santos a São Sebastião, de lá em barco de pesca até Caraguatatuba. Eram soldados, enfermeiros e medicos. Outra turma, formada pelo delegado de Ubatuba, saiu de madrugada, por rodovia, e só chegou às quatro da tarde.
Logo depois do rebocador "Sabre", seguiu o navio oceanografico "Almirante Saldanha", levando esquipamento de socorro de emergencia e generos alimenticios. Era esperado de volta pela madrugada, trazendo para Santos 500 desabrigados e feridos. Tambem foi mobilizado o petroleiro "Mato Grosso", da Fronape.
Ontem o navio "Rio das Contas" deixou o Colegio Naval, em Angra dos Reis, e foi para Caraguatatuba para retirar feridos e desabrigados. Tambem o rebocador "Tritão" partiu da Guanabara levando mil litros de gasolina para o reabastecimento dos helicopteros da Marinha.
Às 21 horas o QG da Força Publica recebeu pelo radio aviso do comando do 5º Batalhão Policial de Taubaté, informando que a tropa que seguiu por terra já alcançou Caraguatatuba. O sistema de energia eletrica foi restabelecido parcialmente.
Para os primeiros socorros, a Força Publica mobilizou 350 homens, entre oficiais e praças, pertencentes a oito unidades, de São Paulo, Taubaté e Santos.
A equipe que chegou ontem a Caraguatatuba levou emissora de radio portatil, que transmitirá para o QG os dados que forem sendo colhidos.
A informação da Policia Rodoviaria é de que a estrada de Paraibuna a Caraguatatuba poderá ficar interrompida por três meses. Uma variante deverá ser aberta, mas todos os homens e maquinas disponiveis foram deslocados para trabalhar na estrada entre Ubatuba e São Luís do Paraitinga, tambem interrompida, mas que está em condições de ser recuperada nos proximos dias. Acervo da Folha de São Paulo
Fotos da época
Atualização 31/01/16 Dica recebida de documentário no youtube com testemunhas.
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Atualização 21/03/18
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Texto da minha prima Rosana de Castro, moradora de Caraguatatuba
Catástrofe de 1967: O dia que a Serra caiu
CASTRO, Rosana de. Caraguatatuba: Por trás da modernidade, o passado esquecido – trabalho de conclusão de curso de Jornalismo, da Universidade de Taubaté, 1999. (Orientação do professor Lourival da Cruz Galvão Júnior) ---- ** Republicado na edição de 150 anos da Prefeitura Municipal de Caraguatatuba. ----
“Eu tinha quatro anos e estava debruçado na janela quando vi o Morro do Cruzeiro deslizar feito uma gelatina, inundando todo nosso bairro de lama, deixando as casas com cerca de um metro e meio de altura de terra”, recordou o autônomo Alfredo Constantino Filho, hoje com 36 anos. Esse foi apenas um dos deslizamentos ocasionados pela tromba d’água, que se abateu pelo município em 18 de março de 1967. Além de muitas casas, o fenômeno climático também soterrou um pouco da história de Caraguá, levando casas, pontes, documentos, entre outros. Segundo o jornal “A Gazeta”, de São Paulo, de 13 de abril de 1967, até então tinham sido encontrados 82 corpos. Sabe-se que ao final do período trágico, o número de mortos chegou a 214, e 90 pessoas ficaram desaparecidas. As cidades vizinhas não souberam do acontecimento e nem sofreram desmoronamentos, mas muitos moradores de Caraguá ficaram isolados, sem energia e sem comunicação, durante três dias. No começo do ano de 1967, segundo os dados do pesquisador Arino Sant’ana, ocorreram constantes chuvas, que se prolongaram nos meses de fevereiro e março. Isso encharcou o solo das ruas do município e também a Serra do Mar, que era composta por uma vegetação sem raízes profundas, chamadas por especialistas de graméticas por não se prenderem às rochas. Devido às abundantes chuvas, tais raízes foram se enfraquecendo, e o mesmo aconteceu com as terras que sustentavam as vegetações, conforme os documentos da época. Muitas pessoas tiveram suas residências destruídas, entre elas a Dona Rosária Carlota, uma das primeiras moradoras do bairro Massaguaçu. Rosária conta que foi a única a ter sido lesada, em seu bairro, pelo fenômeno climático. “Isso aconteceu porque atrás de minha casa encontravam-se as águas de uma cachoeira e de um lago. Com a grande quantidade de chuva, o nível das águas aumentou, levando metade de minha casa. Por esse motivo, o rio veio parar na porta de minha cozinha”, recorda. Outra família que sofreu com a tragédia foi a do já falecido Sebastião Moreira César. Ele era dono de grande parte do bairro hoje conhecido como Jaraguazinho, que fica localizado no “pé da serra do mar”, sendo o último bairro de Caraguatatuba, na beira da Rodovia dos Tamoios. Segundo relatam suas filhas Nair Moreira César e Maria Ângela Moreira César, esse foi um dos locais mais atingidos. Nair relembra que algumas casas rodaram barranco abaixo. “Outras foram soterradas – inclusive a minha – que tinha acabado de ser construída. Nada restou na várzea, obrigando todas as famílias a se abrigarem na única casa que restou – a de meu pai – localizada no alto de um morro existente no local”, explicou. Maria Ângela relatou que “a tragédia obrigou a população ali existente a se reestruturar aos poucos. A água do rio que alimentava todas as famílias ficou suja e não havia maneira de utilizá-la. A única água que podia ser usada era a que começou a minar embaixo dos morros. As nossas plantações e a lavoura de subsistência foram destruídas”, recordou. As águas do Rio Santo Antônio, que atravessa a cidade, também estavam com um nível muito superior e isso também aconteceu igualmente no mar. Várias casas caíram, deixando grande parte da população desabrigada. Nuvens escuras cobriam o céu e, em determinado momento, de acordo com os relatos contidos nos documentos do autodidata Sant’Ana, e no arquivo histórico da cidade, um forte barulho foi ouvido pelos moradores, e em seguida, a Serra do Mar teve sua encosta completamente destruída. A tromba d’água ia descendo os morros e destruindo tudo por onde passava, arrastando inclusive as grandes árvores existentes na região. Até a ponte de concreto próximo à Santa Casa foi “destroçada”, isolando grande parte da população, que ficou impossibilitada de atravessar o rio Santo Antônio. O morador mais antigo do bairro Rio do Ouro, Leopoldo Ferreira Louzada, 93 anos, conta que no dia da Catástrofe teve um sonho, que o alertava a não sair de casa, “mas eu saí, e acabei sendo surpreendido pela forte correnteza, que tornou indomável o leito do rio. Eu acabei rodando com as águas, mas graças a Deus consegui sobreviver”. A força da catástrofe, de fato desbarrancou os leitos dos rios, deixando-os com muita força, e nas águas incontroláveis corriam pedaços de troncos, além de casas, raízes de árvores e até corpos humanos, de acordo com os documentos da época, guardados pelo pesquisador Sant’Ana. As primeiras providências tomadas pelos próprios moradores e funcionários da Prefeitura, foram no sentido de levar parte dos desabrigados para a escola Adaly Coelho Passos, localizada na região central da cidade, já que muitos resolveram ficar em suas propriedades, objetivando salvar seus lares do episódio fatídico. Na Casa de Saúde Stella Máris, também na região do centro, que na época já era dirigida pelas freiras do Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, todos os funcionários, incluindo os médicos, enfermeiros, e as próprias irmãs, transferiram todos os doentes para o andar de cima, onde funcionava a “clausura”, aposento das irmãs, considerado inviolável. Isso porque na parte de baixo do prédio a água invadiu os corredores, por onde passavam pedaços de madeira e destroços. Outro local bastante atingido pela tragédia foi a Fazenda dos Ingleses, que teve toda sua plantação destruída. As frutas que eram exportadas pelos ingleses foram todas destruídas, pondo fim ao sustento de mais de cem famílias. Instaurou-se o caos. Ilhados por todos os lados, os moradores não tinham a quem pedir auxílio, até que o radioamador Tomaz Camanis Filho conseguiu realizar um contato. As primeiras tentativas de fazer o rádio funcionar foram bastante difíceis por não haver energia elétrica. Mais tarde, voluntários conseguiram fazer um gerador de energia funcionar na Delegacia de Polícia local. O primeiro apelo foi feito ao engenheiro Eni Dias Vianna, que na ocasião estava à frente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), em Taubaté, que em seguida pôs a par da situação as autoridades estaduais. Dois dias depois, em 20 de março, o governador do estado de São Paulo na época, Abreu Sodré, chegou à cidade de helicóptero e sobrevoou toda a região, ficando impressionado com tudo o que viu. Novas providências foram tomadas. No dia 27, foi a vez de vir a Caraguá o secretário de Saúde Valter Leze, trazendo também de helicóptero, medicamentos e vacinas para a população. Vieram também alguns médicos São José dos Campos, helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira), que transportaram os doentes para cidades vizinhas, além do pessoal do Exército, Marinha e Aeronáutica, na tentativa de prestar socorro. Segundo relatos dos jornais da época, uma das situações mais dramáticas esteve relacionada aos 41 cadáveres colocados no pátio da Prefeitura. O sol forte fez com que os corpos entrassem em estado de decomposição. Somente depois da autorização dos médicos, os cadáveres foram colocados em sacos plásticos, lado a lado, na margem do rio Santo Antônio. Voluntários transportaram nas costas as vítimas da tragédia para o outro lado do rio, através de uma corda, para serem enterrados no cemitério municipal. Depois de uma catástrofe como essa, somente uma parte da população ainda resolveu apostar na reconstrução da cidade. Muitos se mudaram para a Capital e cidades do Vale do Paraíba, tendo apenas a lembrança do dilúvio, que destruiu muitos dos sonhos das famílias. Os que ficaram em Caraguá viram a possibilidade de fazer deste, o marco zero para a construção de uma nova cidade, com poucas marcas do passado. Hoje vê-se que isso foi possível. Contudo, o que as pessoas não perceberam então, aconteceu: o passado, ou grande parte daquilo que foi vivido pela população antes de 1967 foi destruído, e o pouco que restou foi deixado à margem, caracterizando o município como moderno, aconchegante, e com traços futuristas, mas sem resquícios de seu passado remoto.
Trecho da carta escrita pelo padre José de Anchieta a P. Diogo Laines, em Roma, na qual revela-se que as enchentes fazem parte do cotidiano dos moradores de São Paulo desde o início da fundação da cidade.
São Vicente, 31 de maio de 1560
A Paz de Cristo esteja conosco
Em primeiro lugar (o que em carta precedente toquei de passo) esta parte do Brasil, que se chama S. Vicente, dista a Equinocial para o Sul,vinte e três graus e meio, medidos de Nordeste a Sudoeste. Não me é fácil explicar nela a aproximação e afastamento do Sol, o curso dos astros, a diversa inclinação das sombras, as fases da lua, porque nunca estudei estas coisas; mas não vejo razão para que sejam diferentes do que se observa lá (na Europa).
A duração das partes do ano é que é muito diferente e tão confusas que não se podem distinguir com facilidade nem assinalar tempo determinado à primavera nem ao inverno. O sol nos seus giros produz uma certa temperatura constante, de maneira que nem o inverno regela com o frio, nem o verão é demasiadamente quente.
Em nenhum tempo do ano param as chuvas e, de quatro, de três em três ou até de dois em dois dias, se alterna a chuva com o sol. Contudo, há anos em que se fecha o céu e não chove, de forma que, não pela força do calor que nunca é excessivo, mas por falta d’água, secam os campos que não dão os costumados frutos; e algumas vezes chove demais e apodrecem as raízes de que nos alimentamos. Os trovões ribombam com tal estampido que causam muito medo mas raro caem raios, e é tanto o fulgor dos relâmpagos que deslumbram e obscurecem a vista e parecem disputar ao dia o esplendor de sua luz, e acompanham-se de violentas e furiosas ventanias, às vezes tão impetuosas, que altas horas da noite nos vemos forçados a recorrer à oração contra os perigos das tempestades e até a sair de casa para escapar à ameaça dela cair.
Com os trovões tremem as casas, caem as árvores e tudo se conturba. Não há muitos dias, estando em Piratininga, depois do pôr do sol, de repente começou a turvar-se o ar, a enevoar-se o céu, a amiudarem-se os trovões e os relâmpagos; o vento Sul envolveu a terra pouco a pouco até chegar ao Nordeste, donde quase sempre costuma vir tempestade, ganhou tal violência que parecia o Senhor ameaçar com a destruição. Abalou casas, arrebatou telhados, derrubou matos, arrancou pelas raízes grandíssimas árvores, partiu ao meio ou destroçou outras, de maneira que nos matos se taparam os caminhos sem ficar nenhum. Em meia hora (que não durou mais) é de espantar quanta devastação produziu em árvores e casas; e na verdade se Deus não abreviasse aquele tempo nada poderia resistir e tudo se arrasaria. E o mais admirável é que os índios, então entretidos em seus beberes e cantares (como costumam), sem nenhum temor a tamanha confusão das coisas, não deixaram de dançar nem de beber, como se estivesse tudo no maior sossego.
Mas vou dizer outra coisa,que V.P (Vª. Paternidae) julgará se é mais digna de lástima ou de riso, e talvez deplore a cegueira e zombe da loucura. Não eram passados muitos dias depois dessas coisas, vindo a uma aldeia de índios um padre e eu a trazer o remédio da alma e do corpo a um doente, achamos um feiticeiro de grande fama entre os índios.
Exortámo-lo a que deixasse as suas mentiras e reconhecesse a um só Deus, Criador e Senhor de todas as coisas; depois de longa(digamos assim) disputa, ele disse: “Também eu conheço a Deus e o Filho de Deus, e há pouco, mordendo-me o meu cão, mandei chamar o Filho de Deus que me trouxesse remédio e ele veio logo, e irado contra o cão, trouxe consigo aquela impetuosa ventania, que derrubou os matos, e me vingou do mal que o cão fizera”. Isto disse ele. E respondendo-lhe o padre “mentes”, as mulheres já cristãs, que aí estavam e a quem ensinamos, não puderam conter o riso, escarnecendo a loucura do feiticeiro. E não digo mais por não ser para este lugar, mas não virá fora de propósito advertir que não parece insolência a palavra “mentes”, porque os brasis não costumam usar de circunlóquios em explicar as coisas. De forma que a palavra “mentes” e outras dessa qualidade proferem sem ofensa; e até as que significam os membros secretos de ambos os sexos, a cópula e outras dessa natureza, as proferem cruamente sem vergonha nenhuma.
As estações do ano (olhando de perto) são inteiramente às avessas de lá;no tempo em que lá é primavera cá é inverno e vice-versa;mas não tão temperadas que não faltam no inverno os calores do sol para suavizar o rigor do frio, nem no verão as brandas brisas e as úmidas chuvas para regalo dos sentidos; ainda que (como já disse) esta terra de beira-mar, é quase todo ano regada pela água da chuva. Mas em Piratininga (que fica no interior a trinta milhas daqui, engalanada de campos espaçosos e abertos) e noutros lugares, que se lhe seguem para o ocidente, de tal modo se houve a natureza que quando o dia é mais abrasador com o calor do sol (cuja maior força é de novembro a março) vem a chuva trazer-lhe refrigério; o que também aqui acontece.
Para resumir em poucas palavras: no tempo da primavera e do verão é muito grande a abundância das chuvas, como a temperar os ardores do sol, de maneira que vêm de manhã antes da força do calor ou à tarde depois dele. Na primavera, que principia em setembro, caem abundantes e freqüentes chuvas com grandes tempestades de trovões e relâmpagos.
Há então as enchentes dos rios e as grandes inundações nos campos, tempo em que com pouco trabalho se toma entre as ervas grande quantidade de peixes que saem do leito dos rios para pôr os ovos, o que de algum modo compensa o prejuízo da fome que causam as inundações. Este tempo é esperado com grande avidez para alívio da fome e os índios chamam-lhe piracema, que quer dizer “saída do peixe”. Dá-se duas vezes por ano, por setembro e dezembro; é às vezes com mais freqüência. Deixam os rios e se metem nas ervas com pouca água para desovar; e no verão, quando é maior a inundação dos campos, saem mais abundantes cardumes que se apanham em pequenas redes e até á mão sem nenhum aparelho.
Assim, pois, todos os calores do verão se temperam com a abundância de chuvas; mas no inverno (passado o outono, que começa em março numa temperatura intermédia) acabam as chuvas e a força do frio torna-se mais aguda em junho, julho e agosto, tempo que vimos com freqüência as geadas espalhadas pelos campos crestarem quase toda árvore e erva, e a superfície da água coberta de gelo. E então os rios descem e baixam até o fundo, de maneira que com as mãos se costuma apanhar entre as ervas grande quantidade de peixe.
Mateus Schäffer, nascido no dia 15/10/79 iniciou cedo no mundo musical: aos 6 anos ingressou nas aulas particulares de piano e aos 11 fez da guitarra o veículo para expressar sua musicalidade. Autodidata no instrumento, retirou das suas primeiras influências (The Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Queen, Deep Purple...) verdadeiras aulas de como um guitarrista deveria soar. Precoce, aos 14 anos já se apresentava profissionalmente e chamava atenção por executar solos fiéis de grandes nomes do Rock. Passada a adolescência, Mateus sentiu a necessidade de absorver outras influências musicais, encantou-se com a música de Tom Jobim, Djavan, Ed Motta (entre muitos outros grandes nomes da música brasileira) além do Funk, Fusion, Jazz e Blues que proporcionaram ainda mais flexibilidade e versatilidade ao estilo do guitarrista. Com essa bagagem, Mateus está apto a transitar por diversos estilos musicais sem maiores problemas, sempre colocando sua marca pessoal.
Hoje, Mateus é um profissional bem reconhecido pelo seu trabalho e não quer parar tão cedo: além de ser o guitarrista da banda Zawajus(conhecida banda de Santa Catarina) desde 2002, ministra aulas de guitarra e está em fase de pré-produção de seu primeiro Cd instrumental onde mesclará todas as suas influências.
Em maio de 2007 Mateus foi o segundo colocado no concurso nacional de guitarristas Gibson Contest em São Paulo. Mais de 750 gravações de vários guitaristas do Brasil foram enviadas para o Instituto de Guitarra e Tecnologia (IG&T) para seleção. Mateus foi um dos 12 finalistas, se apresentou na capital paulista e terminou em segundo lugar com sua versão instrumental para Samurai (Djavan). Ele revelou sua elegância e técnica, com frases no estilo de Lee Ritenour. Destacou-se também pelo timing e suingue de mão direita. Mateus ganhou uma Epiphone Les Paul Custom Ler mais: http://www.myspace.com/mateuschaffer#ixzz0rHlBhDs2
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ZAWAJUS
A banda ZAWAJUS foi formada em meados dos anos 80. Atualmente, tem a reputação de ser uma das melhores bandas de Santa Catarina no segmento de bailes e shows.
Conta com músicos competentes e comprometidos com a qualidade além de equipamentos de som e luz de última geração, o que torna a Zawajus a escolha certa para quaisquer tipos de eventos. O repertório variado tem por finalidade agradar aos mais diversos tipos de público. Além disso, a banda possui estilo próprio ao abordar seu repertório, demonstrando entrosamento e segurança.
O evento anual Paulistano acontecerá neste final de semana, dia 15 de maio até às 18h do dia 16.
Comparado ao ano passado, que teve a presença de nada mais nada menos que Jon Lord, além de Som Nosso de Cada Dia, Tutti-Frutti, Mutantes e Joelho de Porco, esse ano a Virada Cultural está musicalmente um tanto fraca. Mais voltada para uma programação alternativa, contará com exposições, dança e saraus, e os espetáculos musicais acabaram ficando em segundo plano.
De qualquer forma, ainda sobraram algumas atrações musicais que "salvam a pátria" do evento.
Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 - Bela Vista)
Sábado 15h00 - Lanny Gordin e Banda – Show
Bulevar São João (Vale do Anhangabaú)
sabado 19h00 - Hermeto Pascoal
Palco da Av. São João (próximo a Rua General Osório)
Sábado 20h00 - Grand Mothers – Re:Invented(seus 5 músicos tocavam na antiga Mothers of Invention, banda liderada por Frank Zappa nos anos 60)
Sábado 22h00 - Big Brother & the Holding Co.(a primeira banda a gravar e excursionar com Janis Joplin)
Esse ano, a Virada acabou coincidindo com a data da Feira da Pompéia, que acontecerá no domingo. Como sempre, contará com a presença de seus mais ilustre morador, o rockeiro Luiz Carlini (Tutti Frutti), que todo ano empresta seu prestigio ao evento.
A 23ª edição da feira de Artes da Villa Pompéia acontecerá nesse domingo, 16 de maio, das 9h às 19h. O público terá a oportunidade de usufruir da diversidade cultural brasileira nas áreas de música, teatro, artesanato, artes plásticas alternativas, circo e representantes de novas tendências em artesanato, porcelanas e bijouteiras. Nesta edição participarão expositores e artistas da Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, litoral de São Paulo e diversas cidades do interior.
Serão dez horas de evento, que se estende em aproximadamente doze quarteirões. A programação da feira inclui exibição de curtas, filmes e documentários nacionais na esquina da rua Caraíbas com a Maringá e um desfile de moda na rua Xerentes, com modelos desfilando peças, roupas e acessórios encontrados nas barracas e stands da feira. Este ano a feira comemorará os 100 Anos da Villa Pompéia homenageando artistas e personalidades do bairro que já foi carinhosamente apelidado de Suiça Paulista e, recentemente, de Liverpool Brasileira.
Hoje, como em todos os meses, eu tenho que extrair os aniversariantes do mês do cadastro de clientes. Dessa vez resolvi ver se tinha muita diferença quanto ao número de aniversariantes entre os meses do ano e descobri que, além de existir uma razoável diferença, o mês de novembro é o de maior quantidade e o de dezembro o de menor. Aí, só por curiosidade, resolvi subtrair 9 meses pra saber consequentemente quais os meses que as pessoas mais transam, hehehe. Como era de se esperar, evidente e confirmado, o mês de fevereiro(carnaval) seguido de dezembro(férias) são os "meses do sexo", com um aumento de cerca de 1 terço em relação ao mês de março, que é o último colocado. Aliás, o fato de fevereiro ser o campeão e em seguida março ser um mês tão "ruim de sexo" deve ser devido a ressaca do carnaval.
É um relatório que não serve pra absolutamente nada, a não ser como prova de perda de tempo durante o trabalho, mas que é curioso, isso é, hehehe.
Eu detesto essas rotulações que já criaram trocentas subcategorias para estilos de rock, mas esse eu achei curioso. Em vez daquela velha arvore genealógica do Rock, o Designer Milanês Alberto Antoniazzi criou um mapa que se parece com as rotas de metrô, para mostrar as influências e as interconexôes entre as bandas de Rock.
Clique no mapa para ampliar ou vá diretamente ao original no Flicker em:
Segundo a Nasa, a energia liberada pelo sismo foi tão grande que deslocou em cerca de 7,6 centímetros o eixo de rotação da Terra.
O terremoto que sacudiu o Chile em fevereiro redesenhou os mapas da região, causando um deslocamento de até 4 metros nas zonas próximas ao epicentro, disseram cientistas chilenos ontem.
O diretor científico do Serviço Sismológico da Universidade do Chile, Sergio Barrientos, disse que a correção do movimento causado pela superposição das placas tectônicas pode levar mais de um século.
"Há deslocamentos de até 4 metros perto de Constitución", disse ele, referindo-se à cidade que fica 360 quilômetros ao sul de Santiago e que foi uma das mais devastadas pelo tremor de 8,8 graus de magnitude e por tsunamis subsequentes.
O estudo, feito em parceria com a Universidade Estadual de Ohio (EUA), aponta que a cidade de Concepción, segunda maior do país, se deslocou três metros para sudeste. Santiago, a capital, "andou" meio metro.
"Deslocamentos significativos são evidentes em lugares tão a leste como Buenos Aires (de 2 a 4 centímetros) e tão ao norte como a fronteira (do Chile) com o Peru", disse nota da universidade.
Glenn Hughes, que ja passou pelo Deep Purple, Black Sabbath e etc. está em turnee no Brasil. Após um show em Lages, Santa Catarina, dia 11 de dezembro, tocará hoje, dia 16, no Carioca Club (Pinheiros), com participação especial da banda CASA DAS MÁQUINAS.
Ainda no desembarque do Aeroporto, declarou todo seu amor pelo Brasil, dizendo que está voltando ao estilo de Rock que o consagrou e que o Brasil será sempre seu ponto de partida, pois segundo ele, os brasileiros são os melhores do mundo.
Ontem, dia 15 fez uma participaçao especial no programa do Ronnie Von da Gazeta, onde cantou Mistreated em "estilo acustico".
Dia de chuva é dia de sinfonia neste edifício de Dresden, na Alemanha. O prédio fica na Kunsthofpassage, no bairro estudantil da cidade alemã. Funis, cones, canos, ratoeiras e vários outros "metais" se transformaram em instrumentos e foram milimetricamente ajustados para garantir que a água que cai do céu produza música. Olhando assim, parece um labirinto, mas cada curva, desvio ou queda tem sua razão de ser. O volume do som, a melodia e a harmonia, é claro, dependem todas da intensidade das gotas d'água. A "parede funil", como é chamada, nunca repete uma composição. Todas as suas canções são inéditas.
Acelerar de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 2,8 segundos é apenas uma das características desse veículo desenhado especialmente para aventuras em dunas e solos arenosos. Desenvolvido pela empresa suíça Sand-X em colaboração com a norte-americana Platune, esse brinquedinho alcança até 185 quilômetros por hora.
Um lindo clipe de som e excelente trabalho de engenharia. O vídeo é composto por diferentes cantores emúsicos de rua, em diversos lugares do mundo, executando o clássico "Stand By Me".
Atenção ao velhinho de barba e macacão, ele é sensacional!
Músico brasileiro nascido em 28 de agosto de 1949 na cidade de Belo Horizonte e falecido a 7 de janeiro de 1986 vitimado por um aneurisma cerebral, um dia antes de receber um prêmio de "Melhor Instrumentista do Ano de 1985" oferecido pela Revista Veja.
Marco Antonio era filho de Miguel e Lygia Araujo. Foi criado no bairro dos funcionarios em Belo Horizonte . estudou no colegio Santa Helena E no Liceu Salesiano. Seu interesse pela musica iniciou -se em 1966 e foi na praia de Santa Monica no estado do Espirito Santo onde passava ferias com sua familia,que teve um acidente durante uma pescaria que o deixou cego de um olho.Isso nunca impediu sua evolucao na musica e nao representou um impecilho na sua carreira artistica.
História
Fortemente influenciado pelos Beatles, em 1968, passou a integrar, como guitarrista, o grupo Vox Populi, que mais tarde seria um dos núcleos formadores do Som Imaginário, que acompanharia o cantor e compositor Milton Nascimento.
Em 1969, gravou um compacto simples pelo selo regional BEMOL, em parceria com o maestro e tecladista Zé Rodrix e os guitarristas Frederyco e Tavito, todos integrantes do Som Imaginário. Participou, como músico convidado, da gravação da música POISON, de co-autoria com Zé Rodrix. Abandonou o curso de Economia e o emprego de bancário para se dedicar à
música, indo no ano seguinte viver alguns meses na cidade de Ouro Preto, com a comunidade do diretor de teatro Julien Beck, do célebre grupo novaiorquino "Living Theatre".
Em 1970, mudou-se para a Inglaterra, onde morou por 2 anos, trabalhando como carregador de móveis e tocando música "folk" no "Troubador" de "Earls Court Rd", época em que conheceu, no exílio,Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de assistir a shows de grupos como Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple, Gênesis e Supertramp.
Retornou ao Brasil 1973, vivendo no Rio de Janeiro e descobrindo o fascínio da música erudita, passando a estudar forma musical e composição com Esther Scliar (para quem dedicaria posteriormente um de seus discos). Estudou ainda violão clássico com Léo Soares e violoncelo com Eugene Ranewsky e Jaques Morelembaun, na Escola de Música da Universidade Federal
do Rio de Janeiro. Foi nessa época que compôs trilhas para cinema, teatro e balé, destacando-se desse período a trilha da peça RUDÁ, dirigida por José Wilker e CANTARES, um balé apresentado pelo grupo CORPO, tendo se casado com Déa Marcia De Souza, uma das bailarinas do grupo.
De volta a Belo Horizonte em 1977, prestou concurso para violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, tendo sido aprovado e contratado como o seu primeiro músico. Em paralelo com as atividades da orquestra, continuou com a sua produção independente, realizando shows em pequenos teatros, dando início à formação de um público atento e fiel.
Em 1979 passou a trabalhar com o grupo Mantra, do qual faziam parte o seu irmão e guitarrista ALEXANDRE ARAÚJO, IVAN CORREA (baixo) e SERGIO MATOS (bateria). Nessa épóca deixou de tocar guitarra com o grupo, passando a tocar apenas violão.
Desse momento em diante, o grupo tornou-se a base do seu trabalho musical e a sua sonoridade fundia os elementos das músicas sinfônica e barroca mineira com o rock progressivo. O MANTRA passou a acompanhá-lo em seus shows e novos músicos foram incorporados , o flautista EDUARDO DELGADO e o violoncelista ANTONIO VIOLA.
Através do projeto "ACORDE MINAS", elaborado pela "STRAWBERRY FIELDS", sua gravadora, em parceria com a Rede Globo MINAS, a COORDENADORIA DE CULTURA DE MINAS GERAIS e a TURISMINAS, no ano de 83, MARCO ANTÔNIO ARAÚJO viajou por diversas cidades mineiras, conquistando um público crescente.
Virava as noites compondo sendo considerado um louco, um obcecado pelo seu trabalho, viciado pela necessidade extrema de criar.
Discografia
INFLUÊNCIAS - 1982: seu primeiro LP independente lançado por sua própria gravadora, a STRAWBERRY FIELDS, que segundo o músico: "seria um filtro das coisas que me emocionam e para filtrar estas emoções, as pessoas têm que vivê-las plenamente".
QUANDO A SORTE TE SOLTA UM CISNE NA NOITE - 1982: foi lançado o seu segundo LP: apesar de bem recebido pela crítica, ainda
não satisfez o compositor: "estou investindo tudo em Minas, mas agora é preciso ir a São Paulo e Rio de Janeiro. Não posso ficar parado aqui. É preciso mostrar o meu trabalho para o Brasil", dizia.
ENTRE UM SILÊNCIO E OUTRO - 1983: dedicado "in memorian" a sua professora Esther Scliar, e trazendo na capa uma gravura do artista plástico Carlos Scliar, foi seu disco mais elaborado, premiando o lado mais erudito de sua formação musical. O disco não teve a participação do grupo MANTRA e contou com os celistas JAQUES MORELEMBAUN e MÁRCIO MALLARD, e o flautista PAULO GUIMARÃES, formando um quarteto de câmara.
LUCAS - 1984: homenagem ao seu segundo filho, a obra conta com uma homenagem ao guitarrista Jimmy Page.
ANIMAL RACIONAL - 1985: coletânea dos dois primeiros discos
Alexandre Araújo, guitarrista e irmão de MAA, fez uma homenagem desenterrando a história de seu irmão, regravando algumas músicas conhecidas e apresentando outros materiais inéditos.
Abaixo, a playlist com 15 vídeos.
O evento anual Paulistano reunirá centenas de atrações no centro de São Paulo por 24 horas ininterruptas. A programação começa às 18h do dia 2 de maio e só termina às 18h do dia 3.
O legendário tecladista britânico Jon Lord, do Deep Purple, se apresenta ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo para executar o álbum "Concerto para Grupo e Orquestra" do Deep Purple, celebrando 40 anos de sua criação. O espetáculo marcará a abertura da 5 edição do evento.
"Concerto para Grupo e Orquestra" (1969)
Gravado originalmente pelo Deep Purple e pela Royal Philharmonic Orchestra em 1969, no Royal Albert Hall, este álbum foi considerado um tanto estranho na época. Se hoje é prática recorrente de inúmeras bandas tocar suas músicas ao lado de uma orquestra, há 40 anos compor e se apresentar com uma era algo no mínimo inusitado. Foi exatamente o que o Deep Purple fez, e em dez dias escreveu todo um concerto. Atualmente, John Lord viaja o mundo executando 'Concert for Group and Orchestra' e em cada país, em cada cidade, apresenta-se ao lado de músicos e orquestras locais.
Local Av. São João
Dia 02 de Maio
Horário 18:10
Enquanto isso, na Praça da República estará rolando rock brasileiro:
Tutti-Frutti (19:00h)
O Som Nosso de Cada Dia (20:50h)
Joelho de Porco (22:40h)
Como o palco da São João é bem perto da República, dá para ver o Jon Lord, um pouquinho do Tutti-Frutti, o Som Nosso de Cada Dia e, se não cansar, ver um pouco do Joelho de Porco.
Sou um super fã do Deep Purple. Gosto da fase Ian Gillan, da fase Coverdale/Hughes, da fase Tommy Bolin, da fase Joe Lynn Turner, adoro a fase Steve Morse, ou seja, gosto de todas, e sem distinção, pois cada uma tem suas características e nenhuma fica devendo a outra. Para um fã irredutível como eu, é tão bom ouvir Deep Purple cheio de chiados ou remasterizado, com a qualidade sonora proporcionada pela tecnologia atual.
O CD duplo, Stormbringer Remastered 35th Anniversary Edition, contém as faixas remixadas e remasterizadas do material original de 1974. A arte visual também foi restaurada, ganhando um encarte com letras, fotos e textos. Todo o trabalho foi dirigido pelo próprio Glenn Hughes.
Esta planejada também uma reedição em vinil.
Stormbringer (1974) é um dos clássicos do Deep Purple. Completanto 35 anos, foi o último disco de estúdio com a formação Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Ian Paice (bateria), Glenn Hughes (baixo e voz) e David Coverdale (voz).
“A colisão Iridium x Cosmos, que gerou tanto lixo e pode gerar muito mais ainda através do “efeito cascata”, não pode prescindir de uma análise mais consistente e eficaz”
Já se conseguiu evitar grande número de choques entre objetos espaciais e peças do imenso lixo hoje existente nas principais órbitas usadas em serviços de utilidade pública. Por que o satélite americano de comunicação Iridium não logrou se desviar do satélite militar russo Cosmos, já em desuso, no dia 10 de fevereiro passado? E por que o Cosmos continuava em órbita, se já não funcionava? São questões à espera de respostas.
Mas a inusitada colisão tem implicações bem maiores. Envolve sérias dificuldades políticas, que vêm causando grave paralisia jurídico-internacional. É um quadro perturbador praticamente desconhecido, que, no entanto, deveria merecer especial atenção da opinião pública global.
Três são os problemas em jogo, que julgo mais críticos:
1) O aumento vertiginoso do lixão espacial, para ser enfrentado com o devido vigor, exige medidas de bem mais eficazes que os paliativos propostos até hoje. O Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Cósmico (Copuos), criado em 1959 para avaliar e regulamentar as atividades espaciais, aprovou, no início de 2007, uma série de diretrizes para orientar os países no tratamento voluntário do lixão espacial, adotada pelo Subcomitê Técnico-Científico, após anos de debates.
Tais normas, logicamente, deveriam ter passado pelo crivo do Subcomitê Jurídico, para ganharem o necessário peso legal, dada a gravidade da situação nas órbitas mais utilizadas. Mas a área jurídica foi mantida à margem e não teve chance de apreciar a matéria.
O fato ilustra uma das crises do Copuos: certas potências espaciais preferem normas técnicas, de cumprimento voluntário, a normas jurídicas, que sempre têm maior autoridade política, mesmo quando não obrigatórias. Troca-se o político-jurídico pelo apenas técnico, o que muda a competência básica do Copuos.
Algo similar ocorre no âmbito do Direito Internacional Público: a produção de tratados multilaterais perdeu o ímpeto dos anos 60 e 70, por exemplo. O Brasil, unido aos países da América Latina, da Europa e de outros continentes, poderia defender a inclusão do tema dos dejetos espaciais na agenda do Subcomitê Jurídico do Copuos, que se reunirá de 23 de março a 3 de abril, em Viena, Áustria.
A colisão Iridium x Cosmos, que gerou tanto lixo e pode gerar muito mais ainda através do “efeito cascata”, trombando com o monturo já existente, justamente nas órbitas de maior frequencia, não pode prescindir de uma análise mais consistente e eficaz.
2) Torna-se mais e mais necessária a criação de um Sistema Global de Controle das Atividades Espaciais, que permita saber a cada instante, como ocorre hoje no tráfego aéreo, onde e como está cada satélite lançado ao espaço, suas coordenadas exatas, seu estado de funcionamento, a situação real de seus principais equipamentos, a quantidade disponível de combustível, o nível de controle exercido sobre ele pela respectiva estação terrestre e outros dados essenciais.
A ideia vem sendo discutida há vários anos pela Academia Internacional de Astronáutica, Instituto Internacional de Direito Espacial e outras organizações nacionais e internacionais de pesquisas em C&T espacial, mas ainda não logrou sensibilizar os governos e empresas que lideram as atividades espaciais. Ante tal crise, a França propôs no Subcomitê Jurídico do Copuos o exame da “sustentabilidade das atividades espaciais”, que poderá abarcar os temas do lixão espacial, da segurança das atividades espaciais e da não instalação de armas no espaço, pois isso levaria à sua conversão em virtual teatro de guerra e possível fonte de lixões incontroláveis, bem como de consequentes apagões espaciais. Cabe ao Brasil apoiar e, se necessário, ampliar a iniciativa francesa.
3) É preciso acionar a Convenção sobre Responsabilidade Internacional dos Estados pelos Danos Causados por Objetos Espaciais, em vigor desde 1972, que, em seu Artigo 3º, responsabiliza o país cujo objeto espacial causou dano a um objeto espacial de outro país “em local fora da superfície da Terra”, ou seja, no espaço, “se o dano decorrer de culpa sua ou de pessoas pelas quais for responsável”.
Cabe perguntar: a colisão teve um culpado? A conduta concreta e objetiva de quem dirige os objetos espaciais a partir de sua estação na Terra deve ser reconstituída para se ter clareza sobre o encadeamento causa-efeito no acidente. Voltamos, assim, à pergunta inicial. Mas agora destacando um primeiro indício relevante: o satélite Cosmos, deixado ao léu após seu ciclo de vida útil, parece que voava sem controle, ao contrário do Iridium, que permanecia controlado.
A Rússia, então, poderia ser considerada culpada por não retirar de circulação o falecido Cosmos, lançado nos idos de 1993, hoje objeto em desuso e já sem controle, em órbita tão povoada.
Já os Estados Unidos poderiam ter certa culpa, na medida em que as pessoas incumbidas de dirigir o Iridium não foram capazes de desviá-lo da rota de colisão. Um choque entre dois culpados? Sim e não. Creio que, no caso, a culpa da Rússia é bem maior que a dos Estados Unidos. Mas como condenar a Rússia por abandonar no espaço um satélite inútil, que, por si mesmo, já é um enorme dejeto espacial de 950 kg, se o Direito Espacial ainda não obriga legalmente os países a conduzirem tais objetos, em derradeira manobra, às chamadas “órbitas cemitério” ou à reentrada na atmosfera para ali se diluírem?
E como convencer as potências espaciais, que sistematicamente recusam qualquer projeto de atualização dos tratados espaciais firmados há mais de 30 anos, e de criação de novos acordos para regulamentar os mais recentes rumos das atividades espaciais? Esta é outra crise com que nos defrontamos numa área que se tornou mais estratégica do que durante toda a Guerra Fria. O desafio, portanto, é mover-se num espaço de contínuas crises imobilizantes.
José Monserrat Filho é professor de Direito Espacial, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), membro da Diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro efetivo da Academia Internacional de Astronáutica, membro do Comitê Espacial da International Law Association (ILA), e, atualmente, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Europeus fazem simulação de 'tráfego intenso' de satélites no espaço
Cerca de 12 mil objetos giram ao redor do planeta atualmente. Imagens da ESA (Agência Espacial Européia) ajudam a entender colisão.
Clique para ampliar Imagem da Agência Espacial Européia mostra como é o 'congestionamento' de satélites em órbita (Foto: ESA/AFP) As imagens impressionam. São parte de uma simulação da ESA (Agência Espacial Européia) para mostrar onde estão os mais de 12 mil satélites artificiais da Terra, colocados em órbita por foguetes nos últimos 50 anos. Olhando para elas, fica mais fácil entender como, apesar de todo o esforço de rastreio feito por agências espaciais ao redor do mundo, dois satélites, um russo e um americano, colidiram no espaço, sobre a Sibéria.
Clique para ampliar Em órbitas mais distantes, o tráfego também é intenso (Foto: ESA/AFP)
Nas imagens, há um exagero, claro: os satélites na verdade são bem menores do que parecem na simulação, em comparação com o tamanho da Terra. Por isso, ao tirar fotos de nosso planeta, as sondas espaciais não revelam a montanha de metal, lixo e painéis fotovoltaicos que gira o tempo todo sobre nossas cabeças. Ainda assim, está tudo lá.
As preocupações de segurança são maiores para missões tripuladas. Em caso de uma colisão de algum desses satélites com a Estação Espacial Internacional, é improvável que os tripulantes do complexo orbital pudessem sobreviver. Daí a necessidade de monitorar de perto tudo que é colocado em órbita da Terra.
Falta de comunicação é a provável causa da colisão entre dois submarinos no Atlântico
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De acordo com uma entrevista dada à revista Time por um veterano comandante britânico, a recente colisão entre o submarino nuclear francês Le Triomphant e o submarino nuclear HMS Vanguard da Grã-Bretanha no Atlântico Norte, pode estar relacionada com a falta de comunicação entre a Marinha da França e as forças navais integrantes da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Segundo Julian Ferguson, veterano aposentado em 2006 que comandou um dos quatro submarinos nucleares da Classe Vanguard da Royal Navy, o acidente aconteceu provavelmente porque um não tinha conhecimento da presença do outro, embora os dois estivessem navegando na mesma área.
A OTAN opera um sistema de controle de tráfego que alerta as nações aliadas sobre a presença de submarinos amigos. O sistema é projetado exatamente para evitar colisões. Entretanto, a França não faz parte do comando militar da OTAN e não recebe nem emite essas informações.
A Marinha francesa confirmou que não revela as posições dos seus submarinos nucleares armados com mísseis estratégicos. "A França não fornece todas as informações sobre a posição dos seus armamentos nucleares ou submarinos transportando armas dessa natureza, porque consideramos nosso arsenal nuclear um elemento vital de nossa capacidade de defesa", disse Jérôme Erulin, porta-voz da Marinha da França, à revista.
Fontes oficiais ouvidas pela Time disseram que a França não está sozinha em reter informações sobre os submarinos nucleares armados. Britânicos e estadunidenses também mantém sigilo sobre a localização de suas armas de dissuasão estratégica. Um porta-voz da OTAN, afirmou: "A França utiliza os mesmos procedimentos adotados pelos membros da aliança atlântica no que diz respeito à sua frota submarina". Mas, por outro lado, Julian Ferguson diz que os franceses são particularmente “secretistas” devido à sua posição de não participante da OTAN.
No passado já houve discussões motivadas pela preocupação com a falta de comunicação entre as forças navais dos dois países. Em 1994, a Grã-Bretanha e a França debateram uma cooperação mais estreita entre as suas forças navais e um possível estabelecimento de áreas de patrulhamento para seus submarinos nucleares. O processo de discussões foi até setembro de 2000 e as disposições foram formalizadas num acordo bilateral de cooperação na área de defesa. Esse acordo prevê uma troca de visitas regulares de submarinos armados entre os dois países e intercâmbios sobre a política nuclear. Mas não está claro se isso inclui a troca de informações sobre posicionamento de submarinos nucleares armados e muitos especialistas dizem que não. "O fato de que a colisão ocorreu indica que os dois aliados têm de se comunicar mais", afirma Hans Kristensen, especialista da Federação de Cientistas Americanos em assuntos da OTAN.
Segundo Ferguson, embora o cruzamento muito próximo de dois submarinos nucleares equipados com sonar em um vasto oceano pode parecer improvável, mesmo sem trocas de comunicações, existem anomalias ambientais no Atlântico que fazem uma colisão ser um evento mais provável do que se pensa. Submarinos em missão de dissuasão, por exemplo, tendem a se posicionar em lugares onde é pouco provável que sejam encontrados por outros submarinos e aviões de reconhecimento. Existem fatores oceanográficos nesses “esconderijos” em alto-mar, como por exemplo, diferenças acentuadas de temperaturas e correntes marinhas locais, que podem interferir na eficácia do sonar e a presença de outro submarino não ser percebida a tempo para que a ação de evasiva seja executada para se evitar uma colisão, explica Ferguson.
"As ogivas nucleares múltiplas que o submarino francês e o britânico transportavam não correram o risco de detonação por ação da colisão", disse Ferguson. Mas o grande perigo ficou por conta de um provável dano aos reatores nucleares das duas embarcações, cujas conseqüências poderiam ser o envenenamento da tripulação e disseminação dos resíduos radioativos por milhas sobre o Oceano Atlântico.
A colisão poderia ter sido evitada por força de uma melhor comunicação entre a França e a OTAN e a revelação da ocorrência veio em um momento politicamente sensível. A França está em vias de voltar a participar da infra-estrutura militar da OTAN a partir de abril. Essa política francesa de sigilo sobre a localização de sua frota de submarinos nucleares será alvo de pressões antes que a reintegração aconteça, especialmente porque os franceses já informaram que não estão dispostos a mudar de posição sobre a questão.
Por falar em descobertas musicais na web, outros dois que achei e gostei no mesmo site Música do Mundo foram:
ANDRÉ SIQUEIRA. compositor, arranjador e multi-instrumentista, trabalha com música instrumental e acompanha artistas relacionados ao universo da viola caipira, realizando shows, arranjos e gravações. Formado em música pela Universidade Estadual de Londrina - PR, atualmente, reside em Belo Horizonte onde está concluindo o mestrado em música na Universidade Federal de Minas Gerais, realizando pesquisa sobre os procedimentos composicionais do italiano Giacinto Scelsi. Tendo a improvisação como foco principal, André Siqueira trabalha a idéia de que, a energia vital que emana do músico, é mais importante que simplesmente a "nota" tocada. Os sons produzidos devem ser espiritualizados. Ouça:
CRISTIANO KOTLINSKI, iniciou seus estudos de violão erudito aos seis anos de idade, anos mais tarde estudou piano na Academia Prediger em Porto Alegre, mesmo período em que iniciou suas atividades como professor de música em várias instituições. Paralelamente é solista de jazz e música erudita em projetos do Teatro São Pedro e Sala Mário Quintana entre outros.Participou do Projeto Pinxiguinha, dirigiu o grupo de flamenco Alumbra España e junto a expressivos violonistas como o duo Barbieri e Schneider, participou também do Festival de Violões de Campo Grande. Lançou um trabalho independente com sambas e choros de sua autoria, valsas e chamames de parceiros como Rodrigo Sater e Júlio Herrlein, além de clássicos do violão erudito de Augustin Barrios. (Katiú) Ouça:
Mais ou menos há um ano, uma amiga me pediu para fazer um voto virtual em uma banda que concorria em um festival de música. Porém, ao ouvir a música não gostei muito e resolvi ouvir as outras concorrentes. A maioria não me agradou, mas uma das músicas eu gostei tanto que, para desgosto da minha amiga, resolvi votar nela. Procurei na web e achei o site do autor onde o CD inteiro "Mutualidade individual" estava disponível.
TREVISAN, ou Carlos Alberto Trevisan Filho nascido em São Paulo no dia 26/09/1977, formado em comunicação social, Radio TV. Iniciou na musica aos 14 anos, sempre se arriscando a compor desde o começo, tocando em bandas de vários gêneros musicais como samba e rap e apostando na mistura natural de sons e estilos da MPB. Tendo como inspiradores Chico Buarque, Lenine, Zeca baleiro, Cordel do fogo Encantado e outros grande compositores da corajosa e verdadeira musica brasileira, aos 26 integrou o inicio do projeto independente "O Teatro Magico", no qual tem parceria na musica Sobrenomes. Agora investe em seu mais recente projeto: o CD "Mutualidade Individual", solo e autoral totalmente independente, onde consegue mostrar versatilidade como letrista e musico. Trevisan acredita na forca da musica independente. Ouça:
Pra finalizar, ando fuçando no site Palco MP3, que contém mais de 20 mil artistas e bandas desconhecidas com mais de cem mil músicas. Como é muito material, tem que ir escolhendo aleatoriamente e ter a sorte de não pegar o carinha que grava no celular cantando no banheiro, mas boa parte é bem produzido. Qualquer dia faço aqui uma seleção do que estou achando legal.