domingo, 29 de março de 2015

Revista Macrocosmo



Revista Macrocosmo
Publicação eletrônica pioneira de divulgação científica, a Revista Macrocosmo publicou entre os anos de 2003 e 2007, 41 edições no formato PDF, que eram disponibilizadas gratuitamente na internet. Contando com uma equipe de cerca de 20 colaboradores, formada por astrônomos entusiastas, amadores e profissionais, as edições continham artigos, tutorias, projetos, entrevistas, resenhas, guias, efemérides e dicas sobre todos os ramos da Astronomia, incluindo a Astronáutica e a Física.

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Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 1
55 páginas
- Radioastronomia, a ciência do invisível
- Como descobrir uma supernova
- Foguetes Russos

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 2
80 páginas
- Buscando novas fronteiras
- Entrevista: Walmir Cardoso, presidente da SBEA
- Plataforma Equatorial para Dobsonianos

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 3
61 páginas
- Viagens superluminais, alternativas para viagens interestelares hiper-rápidas
- Viver e morrer no espaço
- Pelo olhar do Hubble

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 4
89 páginas
- Trânsito de Vênus de 2004
- George Marcgrave
- A Luz e seus Mistérios

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 5
80 páginas
- O mistério do Big-Bang
- Apocalipses cósmicos
- Astrolábios

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 6
65 páginas
- Sobral, onde a luz curvou-se perante Einstein
- Os cometas mais brilhantes de 2004
- Sedna, nosso novo vizinho

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 7
66 páginas
- Astrometria, medindo distâncias estelares
- A camada de Ozônio
- Diálogo entre Bellatrix e Betageuse

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 8
94 páginas
- Voando nas asas da imaginação
- Observar, observar, Sempre observar!
- As perseidas

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 9
76 páginas
- A observação das Manchas Solares
- O Sol e suas variações
- O nome das Estrelas

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 10
52 páginas
- A exploração russa de Marte
- XXX.a Reunião Anual da SAB
- Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 11
72 páginas
- Sputnik, a lua de metal, nascia no oriente e era vermelha
- O Anos-luz
- Eclipse Lunar, Outubro de 2004

Revista Macrocosmo | Ano I | Edição nº 12
73 páginas
- MIR, o fim de uma era
- No entanto... acelera
- Messenger: Sonda para Mercúrio

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 13
86 páginas
- Astrobiologia, o estudo da origem e evolução da vida dentro e fora do planeta Terra
- Para Chegar às Estrelas
- Ônibus Espacial Buran

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 14
62 páginas
- Geometria Celeste
- 7º Encontro Nacional de Astronomia
- Constelações Zodiacais

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 15
49 páginas
- Mecanismos de emissão de ondas de rádio!
- Titã, admirável mundo novo
- Constelações Zodiacais: Câncer

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 16
57 páginas
- Cosmo... o que?
- Hubble, sentenciado à morte
- 75 anos da descoberta de Plutão

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 17
80 páginas
- Astrofísica Elementar, a “Anatomia” das Estrelas
- Projeto: Turismo Rural
- O erro das Estações do ano

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 18
64 páginas
- Asteroides, grandes rochas espaciais
- Astrofísica Elementar: Sistemas Estelares
- O programa Sputnik

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 19
60 páginas
- A estrela de Belém
- O futuro do programa espacial americano
- Os modelos da origem lunar

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 20
77 páginas
- Relógios Solares, arte e técnica
- Estrelas Jovens, a gênesis estelar
- Estudando a correção Delta T

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 21
83 páginas
- Uma lista de objetos difusos para o Hemisfério Sul
- Entrevista: Marcos Pontes
- Meteoritos Brasileiros

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 22
98 páginas
- Planetas extrasolares, detecção, dinâmica e origem
- ISS - A Estação Espacial Internacional
- Construindo um heliostato

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 23
69 páginas
- Cometa Halley,  20 anos - Um resgate histórico do redescobrimento do Cometa Halley
- Telescópios: Umidade e o ponto de orvalho
- Preservação: meteoritos e astroblemas

Revista Macrocosmo | Ano II | Edição nº 24
67 páginas
- Eclipse Anular, quando a Lua oculta o Sol
- Cratera de Colônia, aspectos gerais
- 25 anos da, The Planetary Society

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 25
40 páginas
- Trimestre astronômico
- A excentricidade da órbita da Terra
- O funcionamento das Lentes de Barlow

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 26
53 páginas
- Astrofotografia com webcam
- A excentricidade da órbita da Terra, parte II
- Parafusos de Fixação

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 27
40 páginas
- Em busca das origens
- A Arqueastronomia em Pernambuco
- Onde o céu encontra a Terra

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 28
38 páginas
- Projeto SMART-1
- Como Colimar um Colimador?
- Explosão na Lua

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 29
41 páginas
- Vida em Europa
- Charles Messier e sua obra
- Como construir uma estrela artificial?

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 30
47 páginas
- Alinhamento de Telescópios
- II Encontro Interestadual Nordestino de Astronomia
- A pupila de saída de um telescópio, o olho e a posição de observação

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 31
33 páginas
- Brass, caça a supernovas obtém novos sucessos
- O 10º Planeta? O caso do 2003 UB313
- Soho, há uma década observando o Sol

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 32
38 páginas
- Constelação de Andrômeda, desnudando a princesa acorrentada
- Trânsito de Mercúrio 2006
- Plataformas para Astrofotografia

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 33
53 páginas
- Tunguska, o dia que o céu explodiu!
- Constelação de Andrômeda - Parte II

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 34
16 páginas
- Turismo Espacial
- Astrogeologia, os geólogos e a exploração planetária

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 35
15 páginas
- A morte do Universo
- UFRJ - O caminho direto para os astros

Revista Macrocosmo | Ano III | Edição nº 36
20 páginas
- Impactos de meteoritos na Lua
- Medicina Espacial

Revista Macrocosmo | Ano IV | Edição nº 37
7 páginas
- Censo Astronômico 2005

Revista Macrocosmo | Ano IV | Edição nº 38
14 páginas
- Astropolítica, a dignidade cósmica
- O céu em 2007

Revista Macrocosmo | Ano IV | Edição nº 39
23 páginas
- Dos planetas distantes ao interior das estrelas
- A ciência por detrás da Missão
- O satélite COROT

Revista Macrocosmo | Ano IV | Edição nº 40
33 páginas
- Nebulosas planetárias
- Bioastronomia
- Melhore seu telescópio

Revista Macrocosmo | Ano IV | Edição nº 41
47 páginas
- Equação Bioastronômica
- O trabalho científico de Sir William Herschel
- A distância focal

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Neste link estão disponibilizadas para download todas as 41 edições publicadas, desde a
Edição nº 1 - Dezembro de 2003 até a Edição nº 41 - 2007

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Morre um Amigo virtual e Real!



Conheci o lobo Dead ainda na antiga e extinta Lágrima Psicodélica(1), onde demos inicio as nossas primeiras discussões sobre os Mutantes com e sem a Rita. Dali descobrimos vários gostos e idéias em comum, na música, política e etc. Descobrimos juntos que na adolescência freqüentávamos os mesmos lugares, na mesma época, os shows do Palmeiras e os bailes da Banda Chic Show. E até que éramos quase vizinhos, cada um de um lado da ponte de Eusébio Matoso. E que de vez em quando eu ia para o pedaço dele, o Morro do Querosene, e ele para o meu, o Flipper da Rua Pinheiros.

Mas foi através da música, do Rock, do BRock, da Black music, do Soul e do legitimo Funk Music que estreitamos os laços dessa amizade. De lá pra cá, confidenciamos problemas e conquistas e tínhamos o plano não realizado de nos encontrar para comer uma pizza, tomar uma cerva e descobrir mais sobre nossa distante e tão próxima juventude, pois era certo que descobriríamos uma amizade antiga, pois eram muitas as coincidências. Infelizmente, demorou muito para acontecer esse encontro.
E foi com muito pesar que recebi a noticia de sua partida.

Agora, meu irmãozinho, você vai poder curtir ao vivo o som de um monte de nossos ídolos que já se foram.

Que você descanse em Paz e que encontre as Respostas que tanto procurava.

Que seus familiares encontrem forças para suportar este momento tão difícil.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

50 Anos do Rock Brasileiro


50 Anos do Rock Brasileiro - Parte 1: Anos 50 e 60

 50 Anos do Rock Brasileiro - Parte 2 (Anos 70 - Os Anos de Chumbo)

 50 Anos do Rock Brasileiro - Anos 80 (Parte 3)

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Falecimento de Celso Blues Boy

Acabo de ler no blog do Dead < sommutante.blogspot.com > que o Celso Blues Boy morreu na segunda feira dia 6. Mais um de nossos ídolos se foi. Caramba, é muita gente boa morrendo em tão pouco tempo. Será que venceu o prazo de validade dos velhos rockeiros? Ô Deus, dá um tempo, tem muito político FDP pra morrer, escolhe uma dúzia deles! Vou parar de postar esse tipo de notícia, senão isso aqui vai virar um obituário.





Por um monte de cerveja

CD Celso Blues Boy 2011




segunda-feira, 16 de julho de 2012

Deep Purple: Jon Lord, mito dos teclados, morre aos 71 anos.


Um dia muito triste...   foi-se mais um dos meus ídolos.


O tecladista Jon Lord (DEEP PURPLE, WHITESNAKE) faleceu hoje devido a complicações decorrentes do câncer contra o qual o mesmo vinha lutando desde o ano passado.

A seguinte nota foi postada no site oficial do tecladista: "É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Jon Lord, que sofreu uma embolia pulmonar fatal hoje, segunda-feira, 16 de julho, na London Clinic, depois de uma longa batalha contra o câncer de pâncreas. Jon faleceu cercado de sua amorosa família".

Lord deixa grande obra e um grande vazio no Rock and Roll.







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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ROCK BRASILEIRO - BANDA SINFÔNICA DO ESTADO DE SP & LUIZ CARLINI






A BANDA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO




APRESENTA




ROCK BRASILEIRO


Convidado Especial: LUIZ CARLINI


Apresentação: Kid Vinil


DIAS 25(21:30h), 26(21:30h) e 27(18:00h) de novembro de 2011

Ingressos R$ 30,00(inteira) e R$ 15,00(meia)


Reabertura do Teatro Sérgio Cardoso


Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, SP



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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Satélite UARS cairá na Terra

Por enquanto a previsão da queda é ainda muito vaga, apontando entre quinta e sábado, sendo o mais provável na sexta. O local é mais indefinido ainda. Mesmo duas horas antes de sua queda, a margem de erro é de mais ou menos 25 minutos, o que pode representar uma distância de 12 mil km.
Do tamanho de um ônibus e pesando quase seis toneladas, cerca de 500 Kg do satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite) poderão resistir ao calor da reentrada na atmosfera, principalmente as partes constituídas de Berílio, metal que pode suportar temperaturas muito altas. O Berílio usualmente está presente nas camadas externas e em componentes internos. O que sobrar da queima poderá dividir-se em algumas partes que poderão atingir o planeta em qualquer ponto entre as latitudes 57 norte e 57 sul, como ilustrei na parte escura da imagem abaixo.



De qualquer modo, aqueles que ficarem de olho no céu, mesmo de dia, e presenciarem o momento da reentrada, que até o momento é indefinida, eventualmente, se não cair na cabeça de ninguém, poderão testemunhar um belo espetáculo.


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Satélite desativado da Nasa vai atingir a Terra nesta sexta-feira


CABO CANAVERAL, Estados Unidos - Um satélite científico desativado da Nasa deve cair nesta sexta-feira, 23, na Terra, espalhando detritos em algum ponto imprevisível do planeta, segundo cientistas da agência espacial norte-americana (Nasa).

"A atmosfera muda todos os dias. É impossível dizer como isso irá afetar a sua volta", disse Michael Duncan, vice-líder do departamento de percepção situacional do espaço no Comando Estratégico dos Estados Unidos.


A órbita do satélite sobrevoa a maior parte do planeta e por enquanto, só se sabe que ele cairá entre o norte do Canadá e o sul da América do Sul.

Segundo a Nasa, os detritos muito provavelmente cairão no oceano ou em áreas desabitadas. A órbita do satélite passa por grande parte do planeta, desde o norte do Canadá até parte do sul da América do Sul. A probabilidade de que alguém seja atingido pelos detritos é de um em 3.200, afirmou a agência espacial.

Devido ao seu grande tamanho, a entrada na atmosfera do satélite será visível, caso haja alguém por perto.

Mesmo a Nasa tendo explicado que não se conhece nenhum caso de pessoas feridas por objetos espaciais, as Forças Armadas dos Estados Unidos advertem os cidadãos que, caso os restos do satélite caiam em uma área povoada, que avisem as autoridades e que não toquem estas peças.

O motivo do aviso não é apenas por questões de segurança, mas também porque todos os restos do satélite são propriedade do Governo americano, de modo que, insistem as autoridades, "não se pode vender para colecionadores, nem através do site eBay".

O Uars (Satélite de Pesquisas da Atmosfera Superior, na sigla em inglês) pesa 6,5 toneladas e foi colocado em órbita pelo ônibus espacial Discovery em 1991. Projetado para medir as mudanças atmosféricas e os efeitos da poluição, ele funcionou durante 14 anos fazendo medições do ozônio e de outras substâncias químicas da atmosfera.

Desde que completou sua missão, em 2005, o Uars vem lentamente perdendo altitude, por causa da gravidade terrestre. Na sexta-feira, a peça de 10,6 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro deve mergulhar na atmosfera, segundo o site da Nasa.

A maior parte do equipamento acabará sendo incinerada na queda, mas os cientistas preveem que até 26 peças, com um peso total de 500 quilos, poderão sobreviver ao atrito e cair em algum lugar do planeta. O maior pedaço esperado, parte da estrutura do satélite, deve pesar 150 kg.

Satélites e corpos rochosos caindo na Terra não são nenhuma novidade. No ano passado, cerca de 400 pequenos pedaços de detritos entraram em nossa atmosfera e puderam ser encontrados.

Partes velhas de foguetes e satélites entram na atmosfera terrestre uma vez por semana. Um grande satélite como o UARS (que tem 10 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro) volta à Terra uma vez por ano.

É muito difícil calcular com precisão quando chegará à Terra um satélite fora de controle. Qualquer pequena mudança na hora de sua volta na atmosfera é traduzida em milhares de quilômetros de diferença sobre o lugar onde cairá.

A chegada do Uars estava prevista para final de setembro ou início de outubro, mas sua queda será antecipada devido ao forte aumento da atividade solar na semana passada.

Diário do Comércio

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domingo, 11 de setembro de 2011

Morre, aos 68 anos, o músico Manito


Morreu hoje(sexta feira, 09/09/2011), aos 68 anos, o músico Antônio Rosas Seixas, o Manito, que foi saxofonista da banda "Os Incríveis" e que participou também da fundação do grupo de música instrumental "Saxomania" junto com o músico João Cuca. Manito sempre foi lembrado por solos inesquecíveis durante a Jovem Guarda, época em que "Os Incríveis" se firmaram como uma das mais importantes bandas do País. Inspiraram e ainda inspiram muitos jovens com a sua música. Manito tratava desde 2006 de um câncer na laringe, o que o afastou dos shows com o "Saxomania" devido ao duro tratamento de quimioterapia.

"O tumor voltou em 2010", explicou hoje Lucinha, companheira há 13 anos do músico, que morreu em casa nesta tarde. "Em maio, ele foi operado. Mas ele já tinha feito radioterapia e a pele estava afetada, com dificuldade para cicatrizar, e ele tinha problemas hepáticos. Vivemos com empenho para ele se recuperar, tivemos momentos animadores. No fundo, eu sei que foi uma grande libertação. Ele sempre foi um grande guerreiro. Isso foi uma libertação e está sendo recebido com muita alegria. Já está dando o tom. Com certeza, está em uma luz muito aconchegante e recebendo os últimos momentos das pessoas que o quiseram muito bem." Ele deixa cinco filhos. Três do primeiro casamento, dois do segundo.

Lívio Benvenuti Júnior, o Nenê, contrabaixista da banda "Os Incríveis", lamentou a morte do amigo. "Ele foi para o outro lado porque estava sofrendo muito. Eu acompanhei toda a trajetória, foi muito difícil para ele. Graças a Deus, ele se foi. É muito chato isso, um grande amigo, perdi um grande cara, é muito difícil. Mas venho chorando faz tempo de vê-lo definhando. Mas, graças a Deus, ele vai lá para cima", disse o músico. Os detalhes do velório e do enterro estão sendo organizados agora pela família.

"Ele se libertou da matéria, que já estava muito sofrida. E foi apresentar seu show em outras esferas. Deixou muitas coisas boas, engrandeceu a música e trouxe um modo novo de tocar sax, inspirou muita gente. É uma pessoa sempre grandiosa, de muita ética, honestidade. Passou muita alegria para as pessoas. Morreu aos 68 anos, 64 anos de música. Começou a tocar aos 4 anos e, aos 5, já ajudava com as despesas de casa", lembrou Lucinha, muito emocionada
Diário do Grande ABC


A matéria do Diário esquece(?) de informar que o Manito, além de fundador de "Os Incríveis", um dos maiores grupos da Jovem Guarda (ou iê-iê-iê), com sucessos inesquecíveis como "Era um Garoto Que, Como Eu, Amava os Beatles e os Rolling Stones" e a ufanista "Eu Te Amo, Meu Brasil", também fez parte e foi um dos idealizadores da Banda Som Nosso de Cada Dia, que foi uma das melhores e mais importantes bandas do Rock nacional nos anos 70, chegando até a abrir 5 shows na turnê do Alice Cooper no Brasil.

Durante sua longa carreira, Manito ainda tocou com muitos nomes de peso, como Os Mutantes, Rita Lee, Camisa de Vênus, Roberto Carlos, Zé Ramalho...



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sábado, 16 de julho de 2011

Expomusic



A Expomusic – 28ª Feira Internacional da Música, Instrumentos Musicais, Áudio, Iluminação e Acessórios; acontecerá de 21 a 25 de setembro no Expo Center Norte, em São Paulo.

Com 200 expositores de instrumentos musicais, acessórios, som profissional e iluminação, reunidos em 15 mil metros quadrados, a feira exibirá todos os instrumentos musicais conhecidos, acessórios, som profissional, edições musicais e estruturas de palcos e iluminação, além de extensa agenda de shows, workshops e tarde de autógrafos com músicos renomados.

É o maior evento do gênero na América Latina, promovido em parceria pela Abemúsica – Associação Brasileira da Música, e Francal Feiras, uma das maiores promotoras de feiras de negócios do País.

Mais em:

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tempestade solar pode ser causa do apagão no Nordeste


Foto: Transformador que explodiu durante a tempestade solar ocorrida em 1989, em Québec, no Canadá.Crédito: Hydro Québec.

Apesar do recente apagão do Nordeste ter como provável causa o acionamento do sistema de proteção em uma subestação no município de Jatobá, em Pernambuco, as causas que levaram ao apagão podem ter sido provocadas por um repentino pulso eletromagnético ocorrido às 23h36 (Hora do Nordeste), provocado por uma tempestade solar.


Em boletim recebido do SWPC, Centro de Previsão de Tempo Espacial dos EUA, às 02h36 UTC (23h36 no Nordeste e 00h36 em Brasília), magnetômetros instalados em Boulder, no Colorado, registraram um repentino pulso eletromagnético de 8 nanoTeslas(Tesla é a unidade de medição de campos magnéticos).

Exatamente nesse mesmo instante, quase toda a região Nordeste ficou às escuras. Segundo relatos feitos no site Painel Global, diversos carros e luzes também apresentaram funcionamento errático e intermitente, além de muita interferência nas estações de rádio.

O pulso eletromagnético detectado nos EUA teve origem após uma explosão solar ocorrida no dia 31 de Janeiro, quando uma grande quantidade de massa coronal foi ejetada da estrela. A maior parte dessas partículas seguiu em direção ao espaço, enquanto uma pequena parcela atingiu o campo magnético terrestre e pode ter provocado auroras nas latitudes médias e altas.

Ainda é muito cedo para se afirmar com certeza se de fato o pulso eletromagnético foi o responsável por fazer "cair" o sistema elétrico em diversos Estados, mas os relatos de interferências em estações de rádio associados ao exato momento que o pulso foi detectado contribuem para essa possibilidade.

Atualização: 11h00
É importante destacar que o desvio apontado nos magnetômetros de Boulder às 23h36 não são capazes de avaliar a intensidade do campo eletromagnético induzido nas redes de energia elétrica. Eles apenas indicam um desvio anômalo no campo magnético da estação e que este foi provocado por um pulso eletromagnético repentino provocado por uma explosão solar.

Atualização: 12h51
Para fins de comparação, o pulso eletromagnético registrado teve intensidade de 8 nanoTeslas. A maior tempestade solar já registrada ocorreu em setembro de 1857 e teve a intensidade estimada em 110 nanoTeslas. Essa tempestade ficou conhecida como Evento Carrington.

Aguarde mais informações.


Direitos Reservados
Ao utilizar este artigo, cite a fonte usando este link:
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Tempestade_solar_pode_ser_causa_do_apagao_no_Nordeste&posic=dat_20110204-104845.inc

sábado, 15 de janeiro de 2011

A hecatombe em Caraguatatuba - 1967

Caraguatatuba: o dia em que a serra caiu


No dia 18 de março de 1967, a cidade localizada no Litoral Norte foi arrasada por um deslizamento da Serra do Mar. Número de mortos pode ter passado de 500.




Caraguatatuba: após catástrofe, governo estadual criou a Defesa Civil.



" Onde está Caraguá? – perguntei a um grupo de bombeiros sobre um mar de lama.

- Aqui embaixo, sob seus pés – um deles respondeu.

Era sábado, tarde da noite, 18 de março de 1967. O repórter Hamilton de Almeida foi enviado a Caraguá pelo mar. E eu, por terra, as estradas da Serra do Mar sepultadas.

Manchete do Jornal da Tarde, talvez o primeiro a chegar à tragédia: AQUI JAZ UMA CIDADE."

O Diretor de Redação do Diário do Comércio, Moisés Rabinovici, que em 1967 trabalhava como repórter do JT, lembra as primeiras cenas daquela que era considerada, até anteontem, a maior tragédia da História do Brasil provocada por chuvas, em apenas um dia.

Após dois dias de chuvas constantes, a manhã daquele sábado ficaria marcada para sempre na história de Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo, quando uma avalanche de pedras, árvores e lama desceu da Serra do Mar e destruiu a cidade.

O episódio, conhecido na época como hecatombe, provocou muitas mortes. Segundo as autoridades, teriam passado de 500, embora nunca tenha sido contabilizado um número oficial.

A cidade ficou isolada e 3 mil dos 15 mil moradores perderam suas casas. Um balanço feito em 21 de março apontava que 30 mil árvores haviam descido as encostas e se espalhado pela cidade. O rio Santo Antonio, que corta a cidade, passou de 40 para 200 metros de largura. Para qualquer lado que se olhasse, a Serra do Mar apresentava deslizamentos como os que afetaram Angra dos Reis e Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, no ano passado.

Ofício – Mesmo que a enchente de 1967 tivesse levado as últimas construções históricas de Caraguatatuba, a documentação sobre chuvas na cidade é bastante farta. Um ofício do então presidente da província de São Paulo José Joaquim Fernandes Torres, datado de 21 de fevereiro de 1859, já alertava que "devido aos repetidos temporais de pesadas chuvas, que há mais de um mês desaba em todo o município, em especial um que houve no dia 20 de janeiro, por um pouco não arrasa Caraguatatuba."

O "por um pouco", citado no livro Santo Antonio de Caraguatatuba - Memória e Tradições de Um Povo, do historiador Jurandyr Ferraz de Campos, acabou acontecendo 108 anos depois e apenas 20 anos após a elevação da cidade a estância balneária, em 30 de novembro de 1947.

A tragédia foi tão impactante que o governo decidiu criar a Defesa Civil Estadual, uma resposta à falta de coordenação dos órgãos públicos para tratar de catástrofes como aquela, que também é lembrada como o dia em que a serra caiu.
Diário do Comércio





Os deslizamentos em Caraguatatuba 1967


Enviado por: Aldo C. Santos em 19:22 às 07/01/2010
O verão 1966/67 foi bastante chuvoso em várias áreas do Sudeste. Caraguatatuba teve chuvas acima da média em todos os meses da estação (Dados do posto pluviométrico do Bairro Rio do Ouro, médias entre parênteses). Dezembro/1966: 440,7 mm (265), 29 dias de chuva - Janeiro/1967: 541,2 mm (280), 31 dias de chuva - Fevereiro: 268,6 mm (260) 28 dias de chuva - Março (Até dia 18. Sem dados o resto do mês): 415,7 mm (230), 18 dias de chuva. Como se pode ver, contando as precipitações fracas, choveu praticamente todos os dias. No dia 17/03 o posto em questão registrou 50,4 mm, sobre um solo já totalmente encharcado. Do dia 17 para o dia 18, mais 195,5 mm. No dia 18, um sábado, no início da tarde, segundo relatos da época, uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos desceu das encostas da Serra do Mar, pelo vale do Rio Santo Antônio (Que nasce na serra e deságua no mar, atravessando a cidade), arrastando tudo que havia pela frente, inclusive a ponte. A maior parte do trecho de serra da SP-99 (Rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos a Caraguatatuba) desapareceu serra baixo, junto com as encostas. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama e a cidade ficou com mais de 3.000 desabrigados (20% da população na época), pelo menos um ônibus lotado e alguns veículos, que trafegavam na estrada, desapareceram. Fala-se em 200 mortos mas nunca se soube o total exato; dezenas de desaparecidos jamais foram encontrados, possivelmente arrastados para o mar. A cidade ficou dias sem telefone e energia elétrica e meses sem acesso a São José dos Campos. O trecho de serra da rodovia SP-99 teve de ser totalmente reconstruído e hoje quase não há vestígios da estrada antiga. É o maior deslizamento de encostas que se tem notícia no Brasil. - Banco de Dados Pluviométricos do Estado de S. Paulo
Climatempo






AGORA, MORTOS E LAMA
Publicado na Folha de S.Paulo, terça-feira, 21 de março de 1967
(Neste texto foi mantida a grafia original )

Caraguatatuba está sob a lama, Sabado à tarde, depois de três dias de chuva, começou o deslizamento dos morros. Arvores foram arrancadas e arrastadas pela enxurrada, levando pessoas, animais e casas. Toda Caraguatatuba, desde a praia Martim de Sá - onde se sai para Ubatuba - até a Santa Casa, do outro lado da cidade, foi varrida. Oitenta corpos já foram recolhidos muitos deles ainda não identificados e por ora não se pode prever o numero de mortos: muitos lugares populosos não podem ser atingidos.
Por terra não se chega ao litoral Norte. Na estrada Paraibuna-Caraguatatuba a partir do Mirante, no quilometro 194, até o quilometro 199, trinta barreiras cairam, obstruindo a estrada. E no quilometro 202 a estrada desapareceu, levada pelas aguas, em quase dois mil metros. Aí, no sapé de um morro, isoladas de tudo e de todos, pessoas acenam desesperadamente para os helicopteros que passam ao longe.
Outra familia está ilhada num precipicio, na estrada. Caiu tudo ao redor e eles ficaram presos numa Kombi. Estão lá desde sabado, homens, mulheres e crianças. Hoje de manhã um helicoptero do Centro Tecnico de Aeronautica, de São José dos Campos, tentará a salvamento.
A primeira turma de salvamento chegou a Caraguatatuba no domingo de manhã. O transporte foi feito em rebocador, de Santos a São Sebastião, de lá em barco de pesca até Caraguatatuba. Eram soldados, enfermeiros e medicos. Outra turma, formada pelo delegado de Ubatuba, saiu de madrugada, por rodovia, e só chegou às quatro da tarde.
Logo depois do rebocador "Sabre", seguiu o navio oceanografico "Almirante Saldanha", levando esquipamento de socorro de emergencia e generos alimenticios. Era esperado de volta pela madrugada, trazendo para Santos 500 desabrigados e feridos. Tambem foi mobilizado o petroleiro "Mato Grosso", da Fronape.
Ontem o navio "Rio das Contas" deixou o Colegio Naval, em Angra dos Reis, e foi para Caraguatatuba para retirar feridos e desabrigados. Tambem o rebocador "Tritão" partiu da Guanabara levando mil litros de gasolina para o reabastecimento dos helicopteros da Marinha.
Às 21 horas o QG da Força Publica recebeu pelo radio aviso do comando do 5º Batalhão Policial de Taubaté, informando que a tropa que seguiu por terra já alcançou Caraguatatuba. O sistema de energia eletrica foi restabelecido parcialmente.
Para os primeiros socorros, a Força Publica mobilizou 350 homens, entre oficiais e praças, pertencentes a oito unidades, de São Paulo, Taubaté e Santos.
A equipe que chegou ontem a Caraguatatuba levou emissora de radio portatil, que transmitirá para o QG os dados que forem sendo colhidos.
A informação da Policia Rodoviaria é de que a estrada de Paraibuna a Caraguatatuba poderá ficar interrompida por três meses. Uma variante deverá ser aberta, mas todos os homens e maquinas disponiveis foram deslocados para trabalhar na estrada entre Ubatuba e São Luís do Paraitinga, tambem interrompida, mas que está em condições de ser recuperada nos proximos dias.
Acervo da Folha de São Paulo








Fotos da época









Atualização 31/01/16
Dica recebida de documentário no youtube com testemunhas. 


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Chuvas, enchentes, inundações - um VELHO problema.

Trecho da carta escrita pelo padre José de Anchieta a P. Diogo Laines, em Roma, na qual revela-se que as enchentes fazem parte do cotidiano dos moradores de São Paulo desde o início da fundação da cidade.







São Vicente, 31 de maio de 1560

A Paz de Cristo esteja conosco

Em primeiro lugar (o que em carta precedente toquei de passo) esta parte do Brasil, que se chama S. Vicente, dista a Equinocial para o Sul,vinte e três graus e meio, medidos de Nordeste a Sudoeste. Não me é fácil explicar nela a aproximação e afastamento do Sol, o curso dos astros, a diversa inclinação das sombras, as fases da lua, porque nunca estudei estas coisas; mas não vejo razão para que sejam diferentes do que se observa lá (na Europa).

A duração das partes do ano é que é muito diferente e tão confusas que não se podem distinguir com facilidade nem assinalar tempo determinado à primavera nem ao inverno. O sol nos seus giros produz uma certa temperatura constante, de maneira que nem o inverno regela com o frio, nem o verão é demasiadamente quente.

Em nenhum tempo do ano param as chuvas e, de quatro, de três em três ou até de dois em dois dias, se alterna a chuva com o sol. Contudo, há anos em que se fecha o céu e não chove, de forma que, não pela força do calor que nunca é excessivo, mas por falta d’água, secam os campos que não dão os costumados frutos; e algumas vezes chove demais e apodrecem as raízes de que nos alimentamos. Os trovões ribombam com tal estampido que causam muito medo mas raro caem raios, e é tanto o fulgor dos relâmpagos que deslumbram e obscurecem a vista e parecem disputar ao dia o esplendor de sua luz, e acompanham-se de violentas e furiosas ventanias, às vezes tão impetuosas, que altas horas da noite nos vemos forçados a recorrer à oração contra os perigos das tempestades e até a sair de casa para escapar à ameaça dela cair.

Com os trovões tremem as casas, caem as árvores e tudo se conturba. Não há muitos dias, estando em Piratininga, depois do pôr do sol, de repente começou a turvar-se o ar, a enevoar-se o céu, a amiudarem-se os trovões e os relâmpagos; o vento Sul envolveu a terra pouco a pouco até chegar ao Nordeste, donde quase sempre costuma vir tempestade, ganhou tal violência que parecia o Senhor ameaçar com a destruição. Abalou casas, arrebatou telhados, derrubou matos, arrancou pelas raízes grandíssimas árvores, partiu ao meio ou destroçou outras, de maneira que nos matos se taparam os caminhos sem ficar nenhum. Em meia hora (que não durou mais) é de espantar quanta devastação produziu em árvores e casas; e na verdade se Deus não abreviasse aquele tempo nada poderia resistir e tudo se arrasaria. E o mais admirável é que os índios, então entretidos em seus beberes e cantares (como costumam), sem nenhum temor a tamanha confusão das coisas, não deixaram de dançar nem de beber, como se estivesse tudo no maior sossego.

Mas vou dizer outra coisa,que V.P (Vª. Paternidae) julgará se é mais digna de lástima ou de riso, e talvez deplore a cegueira e zombe da loucura. Não eram passados muitos dias depois dessas coisas, vindo a uma aldeia de índios um padre e eu a trazer o remédio da alma e do corpo a um doente, achamos um feiticeiro de grande fama entre os índios.

Exortámo-lo a que deixasse as suas mentiras e reconhecesse a um só Deus, Criador e Senhor de todas as coisas; depois de longa(digamos assim) disputa, ele disse: “Também eu conheço a Deus e o Filho de Deus, e há pouco, mordendo-me o meu cão, mandei chamar o Filho de Deus que me trouxesse remédio e ele veio logo, e irado contra o cão, trouxe consigo aquela impetuosa ventania, que derrubou os matos, e me vingou do mal que o cão fizera”. Isto disse ele. E respondendo-lhe o padre “mentes”, as mulheres já cristãs, que aí estavam e a quem ensinamos, não puderam conter o riso, escarnecendo a loucura do feiticeiro. E não digo mais por não ser para este lugar, mas não virá fora de propósito advertir que não parece insolência a palavra “mentes”, porque os brasis não costumam usar de circunlóquios em explicar as coisas. De forma que a palavra “mentes” e outras dessa qualidade proferem sem ofensa; e até as que significam os membros secretos de ambos os sexos, a cópula e outras dessa natureza, as proferem cruamente sem vergonha nenhuma.

As estações do ano (olhando de perto) são inteiramente às avessas de lá;no tempo em que lá é primavera cá é inverno e vice-versa;mas não tão temperadas que não faltam no inverno os calores do sol para suavizar o rigor do frio, nem no verão as brandas brisas e as úmidas chuvas para regalo dos sentidos; ainda que (como já disse) esta terra de beira-mar, é quase todo ano regada pela água da chuva. Mas em Piratininga (que fica no interior a trinta milhas daqui, engalanada de campos espaçosos e abertos) e noutros lugares, que se lhe seguem para o ocidente, de tal modo se houve a natureza que quando o dia é mais abrasador com o calor do sol (cuja maior força é de novembro a março) vem a chuva trazer-lhe refrigério; o que também aqui acontece.

Para resumir em poucas palavras: no tempo da primavera e do verão é muito grande a abundância das chuvas, como a temperar os ardores do sol, de maneira que vêm de manhã antes da força do calor ou à tarde depois dele. Na primavera, que principia em setembro, caem abundantes e freqüentes chuvas com grandes tempestades de trovões e relâmpagos.

Há então as enchentes dos rios e as grandes inundações nos campos, tempo em que com pouco trabalho se toma entre as ervas grande quantidade de peixes que saem do leito dos rios para pôr os ovos, o que de algum modo compensa o prejuízo da fome que causam as inundações. Este tempo é esperado com grande avidez para alívio da fome e os índios chamam-lhe piracema, que quer dizer “saída do peixe”. Dá-se duas vezes por ano, por setembro e dezembro; é às vezes com mais freqüência. Deixam os rios e se metem nas ervas com pouca água para desovar; e no verão, quando é maior a inundação dos campos, saem mais abundantes cardumes que se apanham em pequenas redes e até á mão sem nenhum aparelho.

Assim, pois, todos os calores do verão se temperam com a abundância de chuvas; mas no inverno (passado o outono, que começa em março numa temperatura intermédia) acabam as chuvas e a força do frio torna-se mais aguda em junho, julho e agosto, tempo que vimos com freqüência as geadas espalhadas pelos campos crestarem quase toda árvore e erva, e a superfície da água coberta de gelo. E então os rios descem e baixam até o fundo, de maneira que com as mãos se costuma apanhar entre as ervas grande quantidade de peixe.




Diário do Comércio

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sábado, 21 de agosto de 2010

TUTTI FRUTTI NO PARQUE DA JUVENTUDE

SHOW DA BANDA TUTTI FRUTTI
PARQUE DA JUVENTUDE
AVENIDA CRUZEIRO DO SUL, Nº 2630
BEM PRÓXIMO AO METRÔ CARANDIRU
DOMINGO 22/AGO 17:00h
INFORMAÇÕES 2251-2706
GRÁTIS











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sábado, 19 de junho de 2010

Mateus Schäffer - Banda ZAWAJUS


Mateus Schäffer, nascido no dia 15/10/79 iniciou cedo no mundo musical: aos 6 anos ingressou nas aulas particulares de piano e aos 11 fez da guitarra o veículo para expressar sua musicalidade. Autodidata no instrumento, retirou das suas primeiras influências (The Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Queen, Deep Purple...) verdadeiras aulas de como um guitarrista deveria soar. Precoce, aos 14 anos já se apresentava profissionalmente e chamava atenção por executar solos fiéis de grandes nomes do Rock. Passada a adolescência, Mateus sentiu a necessidade de absorver outras influências musicais, encantou-se com a música de Tom Jobim, Djavan, Ed Motta (entre muitos outros grandes nomes da música brasileira) além do Funk, Fusion, Jazz e Blues que proporcionaram ainda mais flexibilidade e versatilidade ao estilo do guitarrista. Com essa bagagem, Mateus está apto a transitar por diversos estilos musicais sem maiores problemas, sempre colocando sua marca pessoal.
Hoje, Mateus é um profissional bem reconhecido pelo seu trabalho e não quer parar tão cedo: além de ser o guitarrista da banda Zawajus (conhecida banda de Santa Catarina) desde 2002, ministra aulas de guitarra e está em fase de pré-produção de seu primeiro Cd instrumental onde mesclará todas as suas influências.
Em maio de 2007 Mateus foi o segundo colocado no concurso nacional de guitarristas Gibson Contest em São Paulo. Mais de 750 gravações de vários guitaristas do Brasil foram enviadas para o Instituto de Guitarra e Tecnologia (IG&T) para seleção. Mateus foi um dos 12 finalistas, se apresentou na capital paulista e terminou em segundo lugar com sua versão instrumental para Samurai (Djavan). Ele revelou sua elegância e técnica, com frases no estilo de Lee Ritenour. Destacou-se também pelo timing e suingue de mão direita. Mateus ganhou uma Epiphone Les Paul Custom
Ler mais: http://www.myspace.com/mateuschaffer#ixzz0rHlBhDs2
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ZAWAJUS
A banda ZAWAJUS foi formada em meados dos anos 80. Atualmente, tem a reputação de ser uma das melhores bandas de Santa Catarina no segmento de bailes e shows.
Conta com músicos competentes e comprometidos com a qualidade além de equipamentos de som e luz de última geração, o que torna a Zawajus a escolha certa para quaisquer tipos de eventos. O repertório variado tem por finalidade agradar aos mais diversos tipos de público. Além disso, a banda possui estilo próprio ao abordar seu repertório, demonstrando entrosamento e segurança.


Baixe o CD do ZAWAJUS gravado ao vivo em Lages na 21º Festa Nacional do Pinhão
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Mais uma voz se cala




Meus heróis morriam de overdose, agora morrem de velhice mesmo.

Ronnie James Dio morreu na manhã de domingo(16), aos 67 anos, vítima de câncer no estômago.


Deep Purple + Black Sabbath + The London Symphony Orchestra


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Virada Cultural X Feira da Pompéia



O evento anual Paulistano acontecerá neste final de semana, dia 15 de maio até às 18h do dia 16.

Comparado ao ano passado, que teve a presença de nada mais nada menos que Jon Lord, além de Som Nosso de Cada Dia, Tutti-Frutti, Mutantes e Joelho de Porco, esse ano a Virada Cultural está musicalmente um tanto fraca. Mais voltada para uma programação alternativa, contará com exposições, dança e saraus, e os espetáculos musicais acabaram ficando em segundo plano.

De qualquer forma, ainda sobraram algumas atrações musicais que "salvam a pátria" do evento.

Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 - Bela Vista)
Sábado 15h00 - Lanny Gordin e Banda – Show

Bulevar São João (Vale do Anhangabaú)
sabado 19h00 - Hermeto Pascoal

Palco da Av. São João (próximo a Rua General Osório)
Sábado 20h00 - Grand Mothers – Re:Invented(seus 5 músicos tocavam na antiga Mothers of Invention, banda liderada por Frank Zappa nos anos 60)
Sábado 22h00 - Big Brother & the Holding Co.(a primeira banda a gravar e excursionar com Janis Joplin)
Domingo 0h00 - Patrulha do Espaço

CEU - Jambeiro (Av. José Pinheiro Borges, 60 - Jd. Moreno/ Guaianezes)
domingo 17h00 - Made In Brazil

Programação completa:


23ª FEIRA DE ARTES DA VILLA POMPEIA

Esse ano, a Virada acabou coincidindo com a data da Feira da Pompéia, que acontecerá no domingo. Como sempre, contará com a presença de seus mais ilustre morador, o rockeiro Luiz Carlini (Tutti Frutti), que todo ano empresta seu prestigio ao evento.

Destaque:
– Palco do rock (r. Padre Chico)
17:30 – Luiz Carlini and Friends (Tutti Frutti)

Programação completa:




A 23ª edição da feira de Artes da Villa Pompéia acontecerá nesse domingo, 16 de maio, das 9h às 19h. O público terá a oportunidade de usufruir da diversidade cultural brasileira nas áreas de música, teatro, artesanato, artes plásticas alternativas, circo e representantes de novas tendências em artesanato, porcelanas e bijouteiras. Nesta edição participarão expositores e artistas da Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, litoral de São Paulo e diversas cidades do interior.
Serão dez horas de evento, que se estende em aproximadamente doze quarteirões. A programação da feira inclui exibição de curtas, filmes e documentários nacionais na esquina da rua Caraíbas com a Maringá e um desfile de moda na rua Xerentes, com modelos desfilando peças, roupas e acessórios encontrados nas barracas e stands da feira.
Este ano a feira comemorará os 100 Anos da Villa Pompéia homenageando artistas e personalidades do bairro que já foi carinhosamente apelidado de Suiça Paulista e, recentemente, de Liverpool Brasileira.





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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um relatório inutilmente curioso

Hoje, como em todos os meses, eu tenho que extrair os aniversariantes do mês do cadastro de clientes. Dessa vez resolvi ver se tinha muita diferença quanto ao número de aniversariantes entre os meses do ano e descobri que, além de existir uma razoável diferença, o mês de novembro é o de maior quantidade e o de dezembro o de menor. Aí, só por curiosidade, resolvi subtrair 9 meses pra saber consequentemente quais os meses que as pessoas mais transam, hehehe. Como era de se esperar, evidente e confirmado, o mês de fevereiro(carnaval) seguido de dezembro(férias) são os "meses do sexo", com um aumento de cerca de 1 terço em relação ao mês de março, que é o último colocado. Aliás, o fato de fevereiro ser o campeão e em seguida março ser um mês tão "ruim de sexo" deve ser devido a ressaca do carnaval.
É um relatório que não serve pra absolutamente nada, a não ser como prova de perda de tempo durante o trabalho, mas que é curioso, isso é, hehehe.









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quarta-feira, 10 de março de 2010

O Mapa do Rock

Eu detesto essas rotulações que já criaram trocentas subcategorias para estilos de rock, mas esse eu achei curioso. Em vez daquela velha arvore genealógica do Rock, o Designer Milanês Alberto Antoniazzi criou um mapa que se parece com as rotas de metrô, para mostrar as influências e as interconexôes entre as bandas de Rock.

Clique no mapa para ampliar ou vá diretamente ao original no Flicker em:
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Cidades chilenas 'andam' até 4 metros após terremoto



Segundo a Nasa, a energia liberada pelo sismo foi tão grande que deslocou em cerca de 7,6 centímetros o eixo de rotação da Terra.

O terremoto que sacudiu o Chile em fevereiro redesenhou os mapas da região, causando um deslocamento de até 4 metros nas zonas próximas ao epicentro, disseram cientistas chilenos ontem.

O diretor científico do Serviço Sismológico da Universidade do Chile, Sergio Barrientos, disse que a correção do movimento causado pela superposição das placas tectônicas pode levar mais de um século.

"Há deslocamentos de até 4 metros perto de Constitución", disse ele, referindo-se à cidade que fica 360 quilômetros ao sul de Santiago e que foi uma das mais devastadas pelo tremor de 8,8 graus de magnitude e por tsunamis subsequentes.

O estudo, feito em parceria com a Universidade Estadual de Ohio (EUA), aponta que a cidade de Concepción, segunda maior do país, se deslocou três metros para sudeste. Santiago, a capital, "andou" meio metro.

"Deslocamentos significativos são evidentes em lugares tão a leste como Buenos Aires (de 2 a 4 centímetros) e tão ao norte como a fronteira (do Chile) com o Peru", disse nota da universidade.

Diário do Comércio

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Glenn Hughes no Brasil



Glenn Hughes, que ja passou pelo Deep Purple, Black Sabbath e etc. está em turnee no Brasil. Após um show em Lages, Santa Catarina, dia 11 de dezembro, tocará hoje, dia 16, no Carioca Club (Pinheiros), com participação especial da banda CASA DAS MÁQUINAS.

Ainda no desembarque do Aeroporto, declarou todo seu amor pelo Brasil, dizendo que está voltando ao estilo de Rock que o consagrou e que o Brasil será sempre seu ponto de partida, pois segundo ele, os brasileiros são os melhores do mundo.

Ontem, dia 15 fez uma participaçao especial no programa do Ronnie Von da Gazeta, onde cantou Mistreated em "estilo acustico".

Ingressos:
http://www.awo-mkt.com/glennhughes


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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sinfonia da chuva



Dia de chuva é dia de sinfonia neste edifício de Dresden, na Alemanha. O prédio fica na Kunsthofpassage, no bairro estudantil da cidade alemã.
Funis, cones, canos, ratoeiras e vários outros "metais" se transformaram em instrumentos e foram milimetricamente ajustados para garantir que a água que cai do céu produza música. Olhando assim, parece um labirinto, mas cada curva, desvio ou queda tem sua razão de ser. O volume do som, a melodia e a harmonia, é claro, dependem todas da intensidade das gotas d'água. A "parede funil", como é chamada, nunca repete uma composição. Todas as suas canções são inéditas.

DCMidia
Atlas Obscura

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Velocidade máxima na areia







Acelerar de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 2,8 segundos é apenas uma das características desse veículo desenhado especialmente para aventuras em dunas e solos arenosos. Desenvolvido pela empresa suíça Sand-X em colaboração com a norte-americana Platune, esse brinquedinho alcança até 185 quilômetros por hora.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"Stand By Me"

Um lindo clipe de som e excelente trabalho de engenharia.
O vídeo é composto por diferentes cantores e músicos de rua, em diversos lugares do mundo, executando o clássico "Stand By Me".

Atenção ao velhinho de barba e macacão, ele é sensacional!





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domingo, 30 de agosto de 2009

Marco Antônio Araújo



Músico brasileiro nascido em 28 de agosto de 1949 na cidade de Belo Horizonte e falecido a 7 de janeiro de 1986 vitimado por um aneurisma cerebral, um dia antes de receber um prêmio de "Melhor Instrumentista do Ano de 1985" oferecido pela Revista Veja.
Marco Antonio era filho de Miguel e Lygia Araujo. Foi criado no bairro dos funcionarios em Belo Horizonte . estudou no colegio Santa Helena E no Liceu Salesiano. Seu interesse pela musica iniciou -se em 1966 e foi na praia de Santa Monica no estado do Espirito Santo onde passava ferias com sua familia,que teve um acidente durante uma pescaria que o deixou cego de um olho.Isso nunca impediu sua evolucao na musica e nao representou um impecilho na sua carreira artistica.

História
Fortemente influenciado pelos Beatles, em 1968, passou a integrar, como guitarrista, o grupo Vox Populi, que mais tarde seria um dos núcleos formadores do Som Imaginário, que acompanharia o cantor e compositor Milton Nascimento.
Em 1969, gravou um compacto simples pelo selo regional BEMOL, em parceria com o maestro e tecladista Zé Rodrix e os guitarristas Frederyco e Tavito, todos integrantes do Som Imaginário. Participou, como músico convidado, da gravação da música POISON, de co-autoria com Zé Rodrix. Abandonou o curso de Economia e o emprego de bancário para se dedicar à
música, indo no ano seguinte viver alguns meses na cidade de Ouro Preto, com a comunidade do diretor de teatro Julien Beck, do célebre grupo novaiorquino "Living Theatre".
Em 1970, mudou-se para a Inglaterra, onde morou por 2 anos, trabalhando como carregador de móveis e tocando música "folk" no "Troubador" de "Earls Court Rd", época em que conheceu, no exílio,Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de assistir a shows de grupos como Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple, Gênesis e Supertramp.

Retornou ao Brasil 1973, vivendo no Rio de Janeiro e descobrindo o fascínio da música erudita, passando a estudar forma musical e composição com Esther Scliar (para quem dedicaria posteriormente um de seus discos). Estudou ainda violão clássico com Léo Soares e violoncelo com Eugene Ranewsky e Jaques Morelembaun, na Escola de Música da Universidade Federal
do Rio de Janeiro. Foi nessa época que compôs trilhas para cinema, teatro e balé, destacando-se desse período a trilha da peça RUDÁ, dirigida por José Wilker e CANTARES, um balé apresentado pelo grupo CORPO, tendo se casado com Déa Marcia De Souza, uma das bailarinas do grupo.
De volta a Belo Horizonte em 1977, prestou concurso para violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, tendo sido aprovado e contratado como o seu primeiro músico. Em paralelo com as atividades da orquestra, continuou com a sua produção independente, realizando shows em pequenos teatros, dando início à formação de um público atento e fiel.

Em 1979 passou a trabalhar com o grupo Mantra, do qual faziam parte o seu irmão e guitarrista ALEXANDRE ARAÚJO, IVAN CORREA (baixo) e SERGIO MATOS (bateria). Nessa épóca deixou de tocar guitarra com o grupo, passando a tocar apenas violão.
Desse momento em diante, o grupo tornou-se a base do seu trabalho musical e a sua sonoridade fundia os elementos das músicas sinfônica e barroca mineira com o rock progressivo. O MANTRA passou a acompanhá-lo em seus shows e novos músicos foram incorporados , o flautista EDUARDO DELGADO e o violoncelista ANTONIO VIOLA.

Através do projeto "ACORDE MINAS", elaborado pela "STRAWBERRY FIELDS", sua gravadora, em parceria com a Rede Globo MINAS, a COORDENADORIA DE CULTURA DE MINAS GERAIS e a TURISMINAS, no ano de 83, MARCO ANTÔNIO ARAÚJO viajou por diversas cidades mineiras, conquistando um público crescente.
Virava as noites compondo sendo considerado um louco, um obcecado pelo seu trabalho, viciado pela necessidade extrema de criar.
Discografia
INFLUÊNCIAS - 1982: seu primeiro LP independente lançado por sua própria gravadora, a STRAWBERRY FIELDS, que segundo o músico: "seria um filtro das coisas que me emocionam e para filtrar estas emoções, as pessoas têm que vivê-las plenamente".
QUANDO A SORTE TE SOLTA UM CISNE NA NOITE - 1982: foi lançado o seu segundo LP: apesar de bem recebido pela crítica, ainda
não satisfez o compositor: "estou investindo tudo em Minas, mas agora é preciso ir a São Paulo e Rio de Janeiro. Não posso ficar parado aqui. É preciso mostrar o meu trabalho para o Brasil", dizia.
ENTRE UM SILÊNCIO E OUTRO - 1983: dedicado "in memorian" a sua professora Esther Scliar, e trazendo na capa uma gravura do artista plástico Carlos Scliar, foi seu disco mais elaborado, premiando o lado mais erudito de sua formação musical. O disco não teve a participação do grupo MANTRA e contou com os celistas JAQUES MORELEMBAUN e MÁRCIO MALLARD, e o flautista PAULO GUIMARÃES, formando um quarteto de câmara.
LUCAS - 1984: homenagem ao seu segundo filho, a obra conta com uma homenagem ao guitarrista Jimmy Page.
ANIMAL RACIONAL - 1985: coletânea dos dois primeiros discos
Adaptado de Wikipedia


Influências (1980)
1- Panorâmica
2- Influências
3- Bailado
4- Abertura II
5- Cantares
6- Folk Song
7- Entr' Act I & II
8- Floydiana

Marco Antônio Araújo (Violão Ovation, Slide Guitar & Percussão)Alexandre Araújo (Guitarras)Eduardo Delgado (Flauta & Percussão)Antonio Viola (Violoncelo)Ivan Correa (Baixo)Mário Castelo (Bateria & Percussão)Philip Doyle (Trompa)Amilton Pereira (Trumpete)Maurício Silva (Trumpete)Edson Maciel (Trombone)Edmundo Maciel (Trombone)Maurício Maestro (Palmas e Vozes em "Folk Song")Jaques Morelembaum (Regência em "Influências")


Quando a Sorte te Solta um Cisne na Noite (1982)
1- Floydiana
2- Alegria
3- Quando a Sorte te Solta um Cisne na Noite
4- Pop Music
5- Adágio6- Ilustrações
7- Cavaleiro - Trilha do Balé Cantares
8- Sonata para Cello e Violão

Marco Antônio Araújo (Violão Ovation, Violão Folk, Viola Grávida, Slide Guitar & Guitarra)Alexandre Araújo (Guitarra)Max Magalhães (Piano)Eduardo Delgado (Flautas)Antonio Maria Viola (Violoncelo)Ivan Correa (Contrabaixo)Mário Castelo (Bateria)Sérgio Gomes (Trompa)


Entre um Silêncio e Outro (1983)
1- Abertura I
2- Abertura II
3- Cantares III
4- Fantasia II
5- Fantasia III

Marco Antônio Araújo (Violões)Paulo Guimarães (Flauta)Marcio Mallard (Violoncelo)Jaques Morelembaum (Violoncelo)


Animal Racional (1984)
[Coletânia]


Lucas (1984)
1- Lembranças
2- Caipira
3- Lucas
4- Para Jimmy Page
5- Brincadeira
6- Cavaleiro
7- 3rd Gymnopédie
Marco Antônio Araújo (Violões)Alexandre Araujo (Guitarra)Eduardo Delgado (Flauta)Jacques Morelembaum (Violoncelo)José Marcos Teixeira (Sintetizadores)Max Magalhães (Piano)Ivan Correa (Baixo)Lincoln Cheib (Bateria)Nando Carneiro (Arranjo e Gravação dos Sintetizadores em "Lucas")


Marco Antonio Araujo - Influências - Panorâmica


Marco Antonio Araujo - Influências - Floydiana

Atualizando: Alexandre Araújo, guitarrista e irmão de MAA, fez uma homenagem desenterrando a história de seu irmão, regravando algumas músicas conhecidas e apresentando outros materiais inéditos.
Abaixo, a playlist com 15 vídeos.


Baixe os 4 albuns + show (Masp-1985-by Ricardo LDR) (345Mb) 
link atualizado em 16/09/2015
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Jon Lord e Som Nosso de Cada Dia na Virada Cultural


O evento anual Paulistano reunirá centenas de atrações no centro de São Paulo por 24 horas ininterruptas. A programação começa às 18h do dia 2 de maio e só termina às 18h do dia 3.



O legendário tecladista britânico Jon Lord, do Deep Purple, se apresenta ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo para executar o álbum "Concerto para Grupo e Orquestra" do Deep Purple, celebrando 40 anos de sua criação. O espetáculo marcará a abertura da 5 edição do evento.

"Concerto para Grupo e Orquestra" (1969)
Gravado originalmente pelo Deep Purple e pela Royal Philharmonic Orchestra em 1969, no Royal Albert Hall, este álbum foi considerado um tanto estranho na época. Se hoje é prática recorrente de inúmeras bandas tocar suas músicas ao lado de uma orquestra, há 40 anos compor e se apresentar com uma era algo no mínimo inusitado. Foi exatamente o que o Deep Purple fez, e em dez dias escreveu todo um concerto. Atualmente, John Lord viaja o mundo executando 'Concert for Group and Orchestra' e em cada país, em cada cidade, apresenta-se ao lado de músicos e orquestras locais.
Local Av. São João
Dia 02 de Maio
Horário 18:10


Enquanto isso, na Praça da República estará rolando rock brasileiro:
Tutti-Frutti (19:00h)
O Som Nosso de Cada Dia (20:50h)
Joelho de Porco (22:40h)


Como o palco da São João é bem perto da República, dá para ver o Jon Lord, um pouquinho do Tutti-Frutti, o Som Nosso de Cada Dia e, se não cansar, ver um pouco do Joelho de Porco.



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sábado, 11 de abril de 2009

Deep Purple - Stormbringer Remastered 35th Anniversary Edition - 2009


Sou um super fã do Deep Purple. Gosto da fase Ian Gillan, da fase Coverdale/Hughes, da fase Tommy Bolin, da fase Joe Lynn Turner, adoro a fase Steve Morse, ou seja, gosto de todas, e sem distinção, pois cada uma tem suas características e nenhuma fica devendo a outra. Para um fã irredutível como eu, é tão bom ouvir Deep Purple cheio de chiados ou remasterizado, com a qualidade sonora proporcionada pela tecnologia atual.

O CD duplo, Stormbringer Remastered 35th Anniversary Edition, contém as faixas remixadas e remasterizadas do material original de 1974. A arte visual também foi restaurada, ganhando um encarte com letras, fotos e textos. Todo o trabalho foi dirigido pelo próprio Glenn Hughes.


Esta planejada também uma reedição em vinil.


Stormbringer (1974) é um dos clássicos do Deep Purple. Completanto 35 anos, foi o último disco de estúdio com a formação Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Ian Paice (bateria), Glenn Hughes (baixo e voz) e David Coverdale (voz).


1. Stormbringer
2. Love Don´t Mean A Thing
3. Holy Man
4. Hold On
5. Lady Double Dealer
6. You Can´t Do It Right
7. High Ball Shooter
8. The Gypsy
9. Soldier Of Fortune
10. Holy Man (Glenn Hughes Remix)
11. You Can´t Do It Right (Glenn Hughes Remix)
12. Love Don´t Mean A Thing (Glenn Hughes Remix)
13. Hold On (Glenn Hughes Remix)
14. High Ball Shooter (Instrumental)


Link aqui (320kbps)

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Colisões - Perigo radioativo no céu e no mar

Colisão de satélites revela crises espaciais

“A colisão Iridium x Cosmos, que gerou tanto lixo e pode gerar muito mais ainda através do “efeito cascata”, não pode prescindir de uma análise mais consistente e eficaz”

Já se conseguiu evitar grande número de choques entre objetos espaciais e peças do imenso lixo hoje existente nas principais órbitas usadas em serviços de utilidade pública. Por que o satélite americano de comunicação Iridium não logrou se desviar do satélite militar russo Cosmos, já em desuso, no dia 10 de fevereiro passado? E por que o Cosmos continuava em órbita, se já não funcionava? São questões à espera de respostas.

Mas a inusitada colisão tem implicações bem maiores. Envolve sérias dificuldades políticas, que vêm causando grave paralisia jurídico-internacional. É um quadro perturbador praticamente desconhecido, que, no entanto, deveria merecer especial atenção da opinião pública global.

Três são os problemas em jogo, que julgo mais críticos:

1) O aumento vertiginoso do lixão espacial, para ser enfrentado com o devido vigor, exige medidas de bem mais eficazes que os paliativos propostos até hoje. O Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Cósmico (Copuos), criado em 1959 para avaliar e regulamentar as atividades espaciais, aprovou, no início de 2007, uma série de diretrizes para orientar os países no tratamento voluntário do lixão espacial, adotada pelo Subcomitê Técnico-Científico, após anos de debates.

Tais normas, logicamente, deveriam ter passado pelo crivo do Subcomitê Jurídico, para ganharem o necessário peso legal, dada a gravidade da situação nas órbitas mais utilizadas. Mas a área jurídica foi mantida à margem e não teve chance de apreciar a matéria.

O fato ilustra uma das crises do Copuos: certas potências espaciais preferem normas técnicas, de cumprimento voluntário, a normas jurídicas, que sempre têm maior autoridade política, mesmo quando não obrigatórias. Troca-se o político-jurídico pelo apenas técnico, o que muda a competência básica do Copuos.

Algo similar ocorre no âmbito do Direito Internacional Público: a produção de tratados multilaterais perdeu o ímpeto dos anos 60 e 70, por exemplo. O Brasil, unido aos países da América Latina, da Europa e de outros continentes, poderia defender a inclusão do tema dos dejetos espaciais na agenda do Subcomitê Jurídico do Copuos, que se reunirá de 23 de março a 3 de abril, em Viena, Áustria.

A colisão Iridium x Cosmos, que gerou tanto lixo e pode gerar muito mais ainda através do “efeito cascata”, trombando com o monturo já existente, justamente nas órbitas de maior frequencia, não pode prescindir de uma análise mais consistente e eficaz.

2) Torna-se mais e mais necessária a criação de um Sistema Global de Controle das Atividades Espaciais, que permita saber a cada instante, como ocorre hoje no tráfego aéreo, onde e como está cada satélite lançado ao espaço, suas coordenadas exatas, seu estado de funcionamento, a situação real de seus principais equipamentos, a quantidade disponível de combustível, o nível de controle exercido sobre ele pela respectiva estação terrestre e outros dados essenciais.

A ideia vem sendo discutida há vários anos pela Academia Internacional de Astronáutica, Instituto Internacional de Direito Espacial e outras organizações nacionais e internacionais de pesquisas em C&T espacial, mas ainda não logrou sensibilizar os governos e empresas que lideram as atividades espaciais. Ante tal crise, a França propôs no Subcomitê Jurídico do Copuos o exame da “sustentabilidade das atividades espaciais”, que poderá abarcar os temas do lixão espacial, da segurança das atividades espaciais e da não instalação de armas no espaço, pois isso levaria à sua conversão em virtual teatro de guerra e possível fonte de lixões incontroláveis, bem como de consequentes apagões espaciais. Cabe ao Brasil apoiar e, se necessário, ampliar a iniciativa francesa.

3) É preciso acionar a Convenção sobre Responsabilidade Internacional dos Estados pelos Danos Causados por Objetos Espaciais, em vigor desde 1972, que, em seu Artigo 3º, responsabiliza o país cujo objeto espacial causou dano a um objeto espacial de outro país “em local fora da superfície da Terra”, ou seja, no espaço, “se o dano decorrer de culpa sua ou de pessoas pelas quais for responsável”.

Cabe perguntar: a colisão teve um culpado? A conduta concreta e objetiva de quem dirige os objetos espaciais a partir de sua estação na Terra deve ser reconstituída para se ter clareza sobre o encadeamento causa-efeito no acidente. Voltamos, assim, à pergunta inicial. Mas agora destacando um primeiro indício relevante: o satélite Cosmos, deixado ao léu após seu ciclo de vida útil, parece que voava sem controle, ao contrário do Iridium, que permanecia controlado.

A Rússia, então, poderia ser considerada culpada por não retirar de circulação o falecido Cosmos, lançado nos idos de 1993, hoje objeto em desuso e já sem controle, em órbita tão povoada.

Já os Estados Unidos poderiam ter certa culpa, na medida em que as pessoas incumbidas de dirigir o Iridium não foram capazes de desviá-lo da rota de colisão. Um choque entre dois culpados? Sim e não. Creio que, no caso, a culpa da Rússia é bem maior que a dos Estados Unidos. Mas como condenar a Rússia por abandonar no espaço um satélite inútil, que, por si mesmo, já é um enorme dejeto espacial de 950 kg, se o Direito Espacial ainda não obriga legalmente os países a conduzirem tais objetos, em derradeira manobra, às chamadas “órbitas cemitério” ou à reentrada na atmosfera para ali se diluírem?

E como convencer as potências espaciais, que sistematicamente recusam qualquer projeto de atualização dos tratados espaciais firmados há mais de 30 anos, e de criação de novos acordos para regulamentar os mais recentes rumos das atividades espaciais? Esta é outra crise com que nos defrontamos numa área que se tornou mais estratégica do que durante toda a Guerra Fria. O desafio, portanto, é mover-se num espaço de contínuas crises imobilizantes.

José Monserrat Filho é professor de Direito Espacial, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), membro da Diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro efetivo da Academia Internacional de Astronáutica, membro do Comitê Espacial da International Law Association (ILA), e, atualmente, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Jornal da Ciência

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Europeus fazem simulação de 'tráfego intenso' de satélites no espaço

Cerca de 12 mil objetos giram ao redor do planeta atualmente.
Imagens da ESA (Agência Espacial Européia) ajudam a entender colisão.


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Imagem da Agência Espacial Européia mostra como é o 'congestionamento' de satélites em órbita (Foto: ESA/AFP)

As imagens impressionam. São parte de uma simulação da ESA (Agência Espacial Européia) para mostrar onde estão os mais de 12 mil satélites artificiais da Terra, colocados em órbita por foguetes nos últimos 50 anos. Olhando para elas, fica mais fácil entender como, apesar de todo o esforço de rastreio feito por agências espaciais ao redor do mundo, dois satélites, um russo e um americano, colidiram no espaço, sobre a Sibéria.


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Em órbitas mais distantes, o tráfego também é intenso (Foto: ESA/AFP)

Nas imagens, há um exagero, claro: os satélites na verdade são bem menores do que parecem na simulação, em comparação com o tamanho da Terra. Por isso, ao tirar fotos de nosso planeta, as sondas espaciais não revelam a montanha de metal, lixo e painéis fotovoltaicos que gira o tempo todo sobre nossas cabeças. Ainda assim, está tudo lá.

As preocupações de segurança são maiores para missões tripuladas. Em caso de uma colisão de algum desses satélites com a Estação Espacial Internacional, é improvável que os tripulantes do complexo orbital pudessem sobreviver. Daí a necessidade de monitorar de perto tudo que é colocado em órbita da Terra.

G1

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Falta de comunicação é a provável causa da colisão entre dois submarinos no Atlântico


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De acordo com uma entrevista dada à revista Time por um veterano comandante britânico, a recente colisão entre o submarino nuclear francês Le Triomphant e o submarino nuclear HMS Vanguard da Grã-Bretanha no Atlântico Norte, pode estar relacionada com a falta de comunicação entre a Marinha da França e as forças navais integrantes da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Segundo Julian Ferguson, veterano aposentado em 2006 que comandou um dos quatro submarinos nucleares da Classe Vanguard da Royal Navy, o acidente aconteceu provavelmente porque um não tinha conhecimento da presença do outro, embora os dois estivessem navegando na mesma área.

A OTAN opera um sistema de controle de tráfego que alerta as nações aliadas sobre a presença de submarinos amigos. O sistema é projetado exatamente para evitar colisões. Entretanto, a França não faz parte do comando militar da OTAN e não recebe nem emite essas informações.

A Marinha francesa confirmou que não revela as posições dos seus submarinos nucleares armados com mísseis estratégicos. "A França não fornece todas as informações sobre a posição dos seus armamentos nucleares ou submarinos transportando armas dessa natureza, porque consideramos nosso arsenal nuclear um elemento vital de nossa capacidade de defesa", disse Jérôme Erulin, porta-voz da Marinha da França, à revista.

Fontes oficiais ouvidas pela Time disseram que a França não está sozinha em reter informações sobre os submarinos nucleares armados. Britânicos e estadunidenses também mantém sigilo sobre a localização de suas armas de dissuasão estratégica. Um porta-voz da OTAN, afirmou: "A França utiliza os mesmos procedimentos adotados pelos membros da aliança atlântica no que diz respeito à sua frota submarina". Mas, por outro lado, Julian Ferguson diz que os franceses são particularmente “secretistas” devido à sua posição de não participante da OTAN.

No passado já houve discussões motivadas pela preocupação com a falta de comunicação entre as forças navais dos dois países. Em 1994, a Grã-Bretanha e a França debateram uma cooperação mais estreita entre as suas forças navais e um possível estabelecimento de áreas de patrulhamento para seus submarinos nucleares. O processo de discussões foi até setembro de 2000 e as disposições foram formalizadas num acordo bilateral de cooperação na área de defesa. Esse acordo prevê uma troca de visitas regulares de submarinos armados entre os dois países e intercâmbios sobre a política nuclear. Mas não está claro se isso inclui a troca de informações sobre posicionamento de submarinos nucleares armados e muitos especialistas dizem que não. "O fato de que a colisão ocorreu indica que os dois aliados têm de se comunicar mais", afirma Hans Kristensen, especialista da Federação de Cientistas Americanos em assuntos da OTAN.

Segundo Ferguson, embora o cruzamento muito próximo de dois submarinos nucleares equipados com sonar em um vasto oceano pode parecer improvável, mesmo sem trocas de comunicações, existem anomalias ambientais no Atlântico que fazem uma colisão ser um evento mais provável do que se pensa. Submarinos em missão de dissuasão, por exemplo, tendem a se posicionar em lugares onde é pouco provável que sejam encontrados por outros submarinos e aviões de reconhecimento. Existem fatores oceanográficos nesses “esconderijos” em alto-mar, como por exemplo, diferenças acentuadas de temperaturas e correntes marinhas locais, que podem interferir na eficácia do sonar e a presença de outro submarino não ser percebida a tempo para que a ação de evasiva seja executada para se evitar uma colisão, explica Ferguson.

"As ogivas nucleares múltiplas que o submarino francês e o britânico transportavam não correram o risco de detonação por ação da colisão", disse Ferguson. Mas o grande perigo ficou por conta de um provável dano aos reatores nucleares das duas embarcações, cujas conseqüências poderiam ser o envenenamento da tripulação e disseminação dos resíduos radioativos por milhas sobre o Oceano Atlântico.

A colisão poderia ter sido evitada por força de uma melhor comunicação entre a França e a OTAN e a revelação da ocorrência veio em um momento politicamente sensível. A França está em vias de voltar a participar da infra-estrutura militar da OTAN a partir de abril. Essa política francesa de sigilo sobre a localização de sua frota de submarinos nucleares será alvo de pressões antes que a reintegração aconteça, especialmente porque os franceses já informaram que não estão dispostos a mudar de posição sobre a questão.

Tecnologia & Defesa

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